Sábado, 7 de Junho de 2008

em primeiro lugar...

Em primeiro lugar, e antes que indesejaveis mistificadores tratem de deturpar a verdade acerca da Art Terror Foundation, trataremos de divulgar alguns pontos que julgamos cruciais. Antes de mais nada, somos a tomada ("artística") absoluta da consciência da importância do terrorismo na sociedade contemporânea, que vem sendo, aliás, profusamente ilustrada à mais de duas décadas, principalmente após Gianfranco Sanguinetti em "Do terrorismo e do Estado" ter esclarecido o mundo inteiro acerca desse fenómeno global que é o terrorismo (que alimenta todos os "poderes" dominantes). Ora tudo isto tomou os seus contornos mais escândaloso/espectaculares nesse happening sanguinário e hiper-mediático que foi o "11/9": os "artistas" que continuarem alegremente a recusar entender a realidade que esse acontecimento trouxe à superfície estão; desde já dispensados de qualquer tarefa que envolva processos cerebrais como o pensamento.

A ATF, fundada irredutivelmente a partir dessa dolorosa chaga, não é mais (nem menos) que uma recusa total de participar em qualquer acto terrorista que se prefigure (venha do Estado ou de onde quer que venha), absorvendo estéticamente o fenómeno terrorista para dele melhor se poder libertar para sempre ou até (porque não?) destruí-lo dialecticamente. Dessa forma, ao respondermos por "Art Terror Foundation" esvaziamos totalmente o fôlego terrorista da "arte ao serviço do terror" (personificado nas estruturas culturais convencionais) ainda que, aqui e ali, nos vejamos instrumentalizando alguns mecanismos artísticos pouco dignos mas bem conhecidos, mas apenas PARA FINS DE SABOTAGEM INTERNA.

Construíndo o nosso aparato artístico em redor de um termo como o "Arterrorismo", apenas tornamos óbvio que somos tudo menos terroristas: pois não temos nada que produza medo, nem temos outro projecto que não o da abolição total do terrorismo. Não temos sítio nenhum onde nos agarrar que não ao pobre tecido dos nossos capuzes, que de resto cubrirão os nossos rostos até ao dia da vitória (ou da derrota final). 

engatilhado por Semeador de Favas às 15:01
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