Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

Entretanto, na democrática Europa.

Nicolas Sarkozy, uma vez mais dando mostras de ser um bófia encurralado numa fatiota de político, avisa que os milhares de «radicais» até agora feitos prisioneiros pelas autoridades francesas não foram vítimas de medidas de circunstância, mas de um método a seguir e ampliar.

 

"Isso não é aceitável, eles

vão ser presos,
encontrados e punidos,
em Lyon,

como em outros lugares,
sem fraqueza»

 

Poema de Nicolas Sarkozy disponível aqui, na edição online do Le Monde.

Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

L`Amour fou

Em França, as Almas Vivas prosseguem a sua luta pela Vida e ao lado Dela, porque a Vida - e o sentimento de que a parte substancial da sua força é explorada e arrastada para os pés da Economia, e aí drenada - é uma aliada dos que combatem: a esta batalha em curso chama-se, tecnicamente, de Greve Geral. A Vida, e o ensaio geral da sua libertação - ainda que seja por horas; dias; meses - é a primeira arma, antes das armas de fogo e de todos os outros meios auxiliares, de que se deve munir um espírito revolucionário.

Pois bem, os números da greve e os seus gráficos não me interessam, deixo-os para os bófias e para os burocratas (não confundir com «movimento sindical», se faz favor); as suas causas e consequências também pouco, deixo-as para os arquivistas sociais.

O que me importa realmente, e devo dizer que tenho evitado ouvir notícias filtradas através dos media corporativos acerca dos acontecimentos, é divagar um pouco - e absolutamente à sua margem - acerca do que uma greve destas proporções possibilita:

 

Uma rapariga demonstra ao namorado desajeitado como se arremessar uma pedra (JUNTOS, aprendem que LUTAR, BEIJAR e FALTAR às aulas podem ser actos políticos, e conter combustível revolucionário.

Um grupo de operários PARTILHAM a rua - que subitamente volta a ser LUGAR de encontro e de aprendizagem e não um percurso vulgar que se faz até ao posto de trabalho, ou até onde o fluxo de mercadorias e pessoas todos os dias nos arrasta;

Um multibanco arde: finalmente, o stencil - um superhomem com um $ em vez do S e por baixo "o Capitalismo é Lindo" - que alguém fez nos caixas automáticas de Lisboa faz sentido.

 

A Economia, e os seus infatigáveis defensores, estremece e ameaça: porque no fundo sabem que contra uma COMUNIDADE VIVA não têm mais que os polícias que (por eles e para eles) carregam sobre manifestantes (ao invés de se virarem contra quem os oprime - é isto, enfim, que revela o que significa ser, e aceitar ser, bófia [quando todas as máscaras cívicas desmoronam]; e que revela, sobretudo, o que significa a «ordem democrática»); dispositivos e mecanismos de segurança ensaiados; elaborados planos de circunstância e, no limite, o Exército.

 

 

Vidaódromo

Nativo da tranquila e pacata planície alentejana —medida da preguiça que ergue em rebeldia a minha força de trabalho, normalmente pouca e condicionalmente com mais ou menos vontade— extraditado para a Grande Metrópole langueana, onde uma orquestra passa despercebida (agravando a concepção da "metrópolis" Langueana cuja cacofonia urbana não era mais que uma imponente orquestra pós-romantica) e uma estátua nem uma reles rotunda tem de poleiro.

A urbe ausente de pousio.

A terra de asfalto que a cada dia muda de rosto, impedindo o afecto ao que é morto, ao passeio, à paragem de autocarro... Ou ao que é vivo, que passa, zumbe, zumba e desaparece num ápice ao morrer, sem que deixe de ser reposto por outro passageiro zumbido zumbador... Ou cem. Compõem uma vivaz sinfonia macabra. O caminho de todos os dias, é todos os dias diferente, mas imutável é o enfado que lhe oferece moldura.

O formigueiro é insuportável quando é humano. A fadiga da tentativa da observação duma paisagem que não nos permite sequer um relance olhar fugaz sobre um fotograma de retina. Instabilidade. O ataque é constante. A manada não pára. Dizem que um homem não é uma ilha... Se não a for, então está perdido como a maré que atravessa. É possível ser uma ilha. É válido ser uma ilha. É necessário ser uma ilha. De outro modo é-se peixe num cardume pesca-nova. Empacotado, sem espinhas e ultra-congelado.

É impressionante e interessante ao mesmo tempo observar (quanto mais em condições como estas—avanço tecnológico e o caralho que o foda, o Deus-Artifício humano e a massificação entendida como "exaltação da vida"...) que tão mais nos assemelhamos a outros animais... enclausurados. Torna-se uma Bela lufada de natureza—plastificada—a percepção da transformação do ser humano no animal que por ele próprio é reprimido do seu habitat natural.

Passemos pelos jardins de soho square, cavendish square, hanover square durante a tarde, e veremos que a relva verde se converte em pasto, a cerca art nouveau em jaula. Estamos assim perante autênticas jaulas, para as quais o animal em causa deliberadamente se desloca para ruminar em manada a sua ração bem racionada para todos.

O dr. humano tornou-se cativo do seu próprio artifício, que ganhou anima própria e independente. O humano é prisioneiro da sua realidade criada, não que as vigas e as grades sejam irrompíveis, mas que esse aço, tal e qual o osso craniano, é já parte da mioleira—em forma de mutação bem sucedida.

Assiste-se à conquista da carne viva pela máquina, qual Cronenberg.

 

De que consiste, o que compõe a metrópole para além dessa lama morta-viva confinada à pressão, esguichando pelas fendas do betão armado? Onde há vida humana que não uma emulação de costumes socio-culturais já obsoletos reprimida pelo frio das grades da jaula?

Torna-se pretensioso sermos humanos quando a nossa vida na metrópole não passa de uma representação discreta e encoberta de um qualquer teatro, um teatro autista.

Urge despertar desta dormência, deste entorpecimento decompositivo provocado pelo bombardeamento massivo e maciço da nossa própria massa!

«O atraso na passagem da decomposição às novas construções decorre do atraso que se verifica na liquidação revolucionária do capitalismo.» (1958, I.S.)

 



mais está para vir...

directamente da grande metrópole londrina,

Junco (RIⒶT)

um abraço!

engatilhado por Junco Julieta Túbaro de Guindaste às 17:39
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Sábado, 16 de Outubro de 2010

Se não posso sonhar, não é a minha insurreição.

Entre várias conversas que tenho mantido com companheiros e amigos (reais e imaginários) - entre os quais se contam indescritíveis seres que habitam as cavernas profundas e carnívoras dos meus sonhos - vem sempre à superfície, enquanto falamos sobre a Vida; o emprego; o desemprego; o emprego de merda; a arte; a arte de viver; a merda da arte; a arte de sobreviver nesta merda de ordem económica e social, a angustia da pergunta pelas reais probabilidades de, leia-se dentro do nosso tempo de vida, podermos Transformar a Vida. Quantas gerações de mulheres e de homens que transportaram a tocha da revolta e um mundo novo nos corações, se viram derrotadas nas diversas batalhas em que participaram ou, quando vitoriosos, arrastadas mais à frente para longe desse mundo, surpreendidas desarmadas pelo refluxo das ondas revolucionárias que de tempos a tempos abalam os alicerces do mundo velho?

Da minha parte, é com bom humor que encaro as diminutas possibilidades da ocorrência de uma insurreição geral da qual venha a sair uma transformação radical das actuais circunstâncias. Na Europa, mesmo onde o movimento de contestação às medidas de gestão da actual crise orgânica do capitalismo se mostra mais vigoroso (Grécia e França), os impasses, as contradições e as incertezas próprias de quem tem para criar, a cada avanço e cada recuo, novas estratégias de combate a um modelo civilizacional dirigido por governantes que elevam a parada a cada lance tendo fixado, para já, a sua defesa na exclamação «nem mais um passo atrás!», começou a causar baixas na vontade humana de o abater.
Os revolucionários profissionais, atados de pés e mãos às condições objectivas e subjectivas tanto quanto ao dogmatismo das suas estratégias (trotskistas, leninistas, estalinistas ou outras quaisquer) parecem ter esquecido os ensinamentos dos seus mestres e com essa estranha amnésia a táctica e a técnica do Golpe de Estado; porque crêem que os meios tecnológicos à disposição das forças da ordem tornaram irrealista qualquer possibilidade (não suicidária) de tomar (e manter) o Poder do Estado nas suas mãos; ou porque se resignaram à conquista pontual e reformista desta ou daquela côdea ou migalha que caia das mãos dos actuais detentores do poder.
Como é evidente, a perspectiva da simples mudança de senhorio não se encontra na minha agenda e não me agrada - porque de modo algum pode resolver todos os problemas que a superação do capitalismo coloca e persegue -, e se tal me ocorre é apenas enquanto preocupação sobre o impasse que gera a indecisão de quem disputa a cadeira do poder: não queremos outros donos mas deixar de ter donos; nem esperamos que a liberdade nos seja entregue de (segunda) mão beijada.

Mas, se é é é com o Humor que vou construindo - com os parcos meios de que disponho - a minha narrativa insurreccional, é porque ainda concebo a vida quotidiana (e as suas possibilidades que são uma lufada de ar fresco) como a janela de onde sairão todas as revoluções do futuro, por mais cerradas que se encontrem as portas para a Liberdade Toda: que para efeitos práticos é toda a liberdade que importa; e porque o Humor é a arma mais eficaz que o Homem inventou para comunicar com os seus semelhantes - e também a mais contagiante - e, portanto, a ferramenta mais afiada que tenho - consciente que estou das minhas limitações -  para me ligar aos que como eu, ou próximos de mim - pretendem possuir uma Alma Viva para desafiar o Presente Desértico que alastra.

 

Agora, se por acaso irromper por aqui alguma Alma Morta instigando-me a largar a droga previno-a com a seguinte advertência: «Nem penses, pois é das poucas coisas - depois do Amor e da Amizade - a que vale a pena agarrar-me de momento»:

 

O scanner está aquecendo...

Não abra a tampa de documentos

 

Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

Prós e Prós: Sala de Espera para o exame à próstata (a minha resposta cidadã ao desafiu colocado às «novas gerações», ontem à noite, num espectáculo televisivo absolutamente imprório para mentes jovens.

Atenção,

Este desabafo não se pretende uma sátira sobre a «lei (biológica) da vida» nem um exercício académico de humor negro, erguido contra as debilidades físicas e mentais (com que alguns nascemos) e de que padecemos (todos) naturalmente à medida que vamos envelhecendo, particularmente no decurso da chamada «3ª Idade».

 

 

Nada me move em abstracto contra a idade cronológica destas efígies grisalhas, mas sim contra o seu pensamento mais esclerosado que as ruínas da Acrópole de Atenas, as quais - ao contrário do anterior - ocasionalmente ainda recuperam o seu antigo fulgor (que também o outro nunca teve), sempre que alguém as decide re-colorir de bandeiras pretas ou vermelhas, ou de ambas as cores combinadas sobre o mesmo panejamento.

É preciso notar, que o desespero nos organismos da ordem dominante é tal, que começam a atirar toda a carne para cima do assador (órgãos de «comunicação social»), até mesmo aquela que já passou de prazo: ainda assim não se levantem vapores e fumos de outros cozinhados que possam distrair «o cidadão»; «o telespectador»; «o eleitor»; «o povo», da sua missão de ruminar passivamente a doutrina e as receitas da junta de salvação do capitalismo nacional, vertidas pela boca das gárgulas das suas diversas correntes. 

 

O prémio PRÓSTATA MAIS INFLAMADA DA NOITE vai direitinho para o Dr. Mário S. que avisou que se o OE não for aprovado pelo «Conselho da Situação» (também conhecido como bloco central) - o que fará agravar a crise e rebentar definitivamente o craquelé social -, as hordas radicais começarão a sair dos seus túmulos - quais mortos-vivos de George A. Romero - para provocar tumultos e atacar a maioria de cidadadadadadãos responsáveis e ordeiros.

Este pesadelo de Mário Soares, a que a realidade deveria dar a consistência de um sonho realizado,  já está apontado a lápis de cera comestível no meu diário gráfico.

Mais apoteótico ainda, foi o momento em que o galardoado se congratulou tolamente pelas manifestações - a que o Gen. Ramalho E. momentos antes havia apelidado de «orgânicas» (jubilo habitual que por si só deveria levar os sindicatos a desorganizarem-se de uma vez em relação ao regime vigente que, contrariados ou não, apesar de tudo alimentam e os alimenta) - consistirem num grupo de pessoas «daqui e dali» que se metem dentro de uns autocarros para ir passear pelas ruas da capital enquanto «berram».

Oram bem, Mário, só por seres assim tão grosseiro, mereces que deixe de lado todas as minhas duvidas em relação à acção concreta dos «sindicatos orgânicos» (perdoem-me o ramalheanismo) e ao seu modelo organizativo para te dizer o seguinte: «Quem berra são os carneiros como tu, oh minha velha e decrépita besta!»

 

Em todo o caso o sarau salvou-se pela suposta e inorgânica «ameaça de bomba»; e pelo «apagão orgânico», que interrompeu por largos minutos o programa e o seu guião: não sei se ambos os incidentes estiveram relacionados (?).

Saudações ao «bombista», que quis enfrentar a barragem tecnológica mediática, e os tubarões que a povoam, com uma modesta chamada telefónica,  e ao «apagão», que tem o mérito inestimável de ter ajudado muitos jovens a ir mais cedo para a cama (dormir, foder ou outra coisa qualquer bem mais instrutiva), antes de lhes ser administrada mais uma dose de doutrina conformista:

 

- Demito-me,

com um dedo médio em riste.

 

Anexos:

 

 

 

 

Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010

Sem Título

Um dia destes, numa das minhas cada vez mais raras incursões na qualidade de telespectador, ouvi e vi naquele programa de debate da RTP (Prós e Contras) uma amena cavaqueira entre políticos e agentes económicos e sociais vários, que apresentavam as suas opiniões e teorias sobre como resolver os problemas económicos do país.

 

 

 

A coisa corria dentro da normalidade habitual, sem sobressaltos, até que, quando se proporcionou durante a conversa dizer algo acerca dos trabalhadores e da sua condição… a coisa se manteve exactamente no mesmo tom.

Um barão do PSD começa a discorrer uma ladainha insuportável acerca do «bom trabalhador»; do «esforçado trabalhador português»; «da prioridade que devia ser dado ao (bom) trabalhador português» seguindo, sem tirar nem pôr, a mesma lógica que momentos antes havia utilizado para defender a produção hortícola nacional: devemos, portanto, optar por explorar o zeloso trabalhador português, no mercado de trabalho, como quem escolhe a batata nacional, no hipermercado.

Não me espantou ouvir esta diatribe ideológica da boca de um velho senador da república - experiente empresário e mestre da retórica -, mas sim que o sindicalista e os «homens de esquerda» presentes em estúdio a tivessem escutado (engolido?) sem retorquir um ponto e vírgula, um parêntesis, uma subtil nuance, um «mas». Nada.

Todos de acordo acerca da parábola do «bom trabalhador português».

Ora: - merda para isto!

 Como não me ocorreu nada original para contrapor a esta inquietante unanimidade nacionalista, decidi então fazer aqui uma colagem internacionalista com dois clássicos italianos: um excerto de Gianfranco Sanguinetti, presente em Do Terrorismo e do Estado, e um fragmento de La classe operaia va in paradiso, filme de Elio Petri.

 

Bon Appetit.

 

 

DEDICATÓRIA AOS MAUS OPERÁRIOS DE ITÁLIA E DE TODOS OS PAÍSES

 

«É a vós, maus operários, que endereço este panfleto que, se não esgota as obrigações que tenho para convosco, é no entanto a dádiva maior que nestes tempos vos poderia fazer, pois procurei aqui expressar por palavras essa mesma insubordinação total, estrondosa e salutar que vós exprimis ainda melhor e sempre mais radicalmente através das vossas acções e das vossas lutas contra o trabalho. E se, por ora, nem vós, nem quaisquer outros, podeis esperar mais de mim, sem todavia vos contentardes com menos, não vos deveis vós queixar de não vos haver eu dado mais do que isto. Podereis talvez criticar-me por não ter sabido descrever aqui toda a miséria contra a qual vos revoltais hoje, e que é bem grande, ou por não ter sabido relatar toda a riqueza da vossa revolta, que não é pequena; mas, nesse caso, não sei qual de nós terá menos obrigações para com o outro: se eu para convosco, pois encorajastes-me a escrever o que nunca escreveria por mim mesmo, ou se vós para comigo, pois em o escrevendo, eu não vos teria satisfeito.

   Tomai pois então este Remédio para Tudo como tudo o que se recebe de um amigo, sempre considerando mais a intenção de quem dá do que a qualidade daquilo que se recebe. E a minha intenção é,  tal como a vossa, a de ser nocivo, a de desmascarar os que são pagos para vos enganar e a de privar de toda a reputação aqueles que ainda gozam de alguma. Mas se ataco aqui frontalmente homens hoje conhecidos que depressa serão sepultados pelo olvido ou pelas próprias consequências dos seus abusos, importa-me menos desagradar-lhes do que atingir por intermédio deles todas as instituições desta sociedade, instituições que eles tão bem representam e tão mal defendem, sempre na esperança de, por sua vez por elas virem a ser defendidos. O meu único desejo é o de que uma tal leitura seja capaz de incitar os que ainda trabalham sem protestar, os bons operários, a serem menos bons, e aqueles que, como vós, já se revoltam, os maus operários portanto, a tornarem-se ainda piores.

   Escrever estas coisas contra o mundo é mais fácil do que lê-las, e lê-las é mais fácil do que fazê-las; e quanto a mim, o que escrevo preferiria lê-lo, e o que leio preferia vê-lo e fazê-lo. Apesar de tudo isso, considerar-me-ia como pouco prático se hoje não usasse, para certos fins, a pena um pouco melhor do que tantos outros dizem utilizar as armas, e de maneira, quero crer, menos ineficaz, pois serão as penas que farão trabalhar as armas, e não as armas as penas, como desejariam os propritários desta sociedade e os ingénuos fanáticos da luta armada, que também quanto a isto estão mais de acordo do que julgam.  

   Se vós, os maus operários, considerardes que estes Discursos não são muito inferiores à ambiciosa intenção que vos anima, e que também me anima, não deixarei de na próxima vez fazer pior, incitado por este desejo natural, que foi sempre o meu, de cometer sem qualquer respeito tudo o que possa atingir os donos do nosso mundo, do nosso tempo, da nossa vida. Se para além disso encontrardes nestas páginas uma única razão suplementar para desencadear novos e mais violentos ataques contra todos os que vos oprimem e vos exploram, os burocratas e os burgueses, e para desmistificar com violência que pretendem ainda falar em vosso nome e em vosso lugar, Remédio para Tudo terá satisfeito todos os meus desejos, e eu não saberia desejar-lhe nada melhor.»

 

 

 

Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010

Muitos especialistas da economia política e todos os dos derivados da sociologia, consideram que a actual situação está a transformar a «sociedade europeia» numa verdadeira panela de pressão: eu não concordo. Panela de pressão sempre esta merda

foi (para a maioria, não para a minoria exploradora, evidentemente). Penso que isto agora tem mais ares de frigideira; na qual, em breve, estaremos fritos e conformados com a fritura, se nada fizermos para derramar o óleo a ferver nas fortalezas de quem o fabricou.

 

 

 

A Las Barricadas

 carapaus, farinha e action figure (semeador de favas)1 sobre prato de porcelana.

2010.

 

 

 

 

1 agradecimentos especiais ao camarada Pinano pela execução da action figure.

 

 

P.S: Os carapaus ficaram óptimos e marcharam com um arroz de tomate .

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