Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Futuras instalações e instalações no Futuro

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 Instalação/escultura realizada no Jardim dos Sete Castelos, Oeiras, entre 3 de Outubro e 2 de Novembro, no âmbito da exposição dos finalistas (08-09) de escultura da FBAUL.
 
 
 "Esta é uma obra em construção. Uma obra que terá início no dia dois de outubro aquando da colocação da primeira pedra. Este momento simbólico dará início à nova construção do grupo Art Terror Foundation, que alargou as suas margens do Guadiana além Tejo e veio para Lisboa. Neste espaço aberto que é o jardim, com uma óbvia relação com a natureza, dá-se uma apropriação de uma casa entaipada que, através de um desmembramento em novos “acrescentos” arquitectónicos/escultóricos, permite expandir os limites da criação".
                                                                     
                                                                                             Texto do catálogo

 

engatilhado por Semeador de Favas às 23:38
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Espremedores de Citrinos: Porque o Ensino não é Mercadoria.

 

Modelos de espremedor, da direita para a esquerda: Krups prep Expert -série citrus; Solac EX6150; Philips ("o espremedor de citrinos mais silencioso").

 

Camaradas,

 
Dia 17 de Novembro de 2009, cerca de três mil estudantes, quatro milhares (quatro) segundo números também atirados – 25.000 segundo os dados por nós apurados (depois de não termos verificado durante a manifestação a presença de qualquer agente da autoridade munido de máquina de calcular ou de outro dispositivo sofisticado de contagem de cabeças de gado) –, marcharam da Cidade Universitária até ao Palácio das Laranjeiras (quartel-general do Ministério da Ciência e do Ensino Superior comandado pelo Engenheiro-General Prof.Dr. Mariano Gago vai para dois mil e quinhentos anos ) para provar com a presença dos seus corpos jovens -munidos de cérebros saudáveis e pensantes- que os movimentos de massas, no seu poder criativo inigualável, são insubstituíveis na tarefa inadiável de travar o cadáver adiado em que ano após ano se transforma o Ensino Superior na República Portuguesa; torpedeado sucessivamente com Propinas galopantes, Acção Social rarefeita, RJIES antidemocrático, Fundações (?), Empréstimos Bancários (apre!), etc, até à sua previsível morte num futuro não muito distante: selando assim o seu há muito arquitectado desfecho sob a forma de Mercadoria pseudo-pública ou ultra-privatizada.
 
A Art Terror Foundation, com o suporte activo do corpo jovem (feito para calcorrear em gritos os quilómetros necessários) de um dos seus operacionais-artistas - também ele estudante do ensino superior - esteve lá - com toda a convicção necessária às jornadas de luta colectiva - e tem algo a dizer-vos, a todos vós, estudantes-camaradas, que também lá estiveram, marchando em bloco lado a lado, com os vossos corpos no presente e a imaginação num futuro melhor. Melhor do que a morte mercantil que vos querem assegurar contra a vossa juventude, inteligência, desejo e vontade. É o seguinte:
 
Como podemos, nós, 25000 almas robustas e belas, chegadas às imediações do Palácio das Laranjeiras, determo-nos perante um gradeamento que nos manteve os corpos aprisionados à distância, dizem alguns, de cerca de setenta metros da porta do palácio. Setenta metros dizem uns, cem dizem outros; nós, que não vimos por lá nenhuma fita métrica, avançamos que não foram nem cem nem setenta, mas vinte quilómetros contados com os passos que o espírito não deu até aquela porta que tinha para deitar abaixo. Todavia fomos travados, a essa insuportável "distância de segurança", comprimidos e espremidos entre uma grade metálica cinzenta e a chapa azul da carrinha da polícia de segurança pública. Ora não tinha-mos nós subido às Laranjeiras, precisamente, para colher os seus frutos, quer dizer, para espremer o sumo das nossas laranjas? Afinal - na primeira manifestação popular contra o recém eleito, nado-morto e velho governo, apoiada por toda a classe trabalhadora do país suspensa nas paredes de vidro de Lisboa - fomos nós os espremidos: Porquê?
 
Porque julgámos que nos bastaria "enviar" os nossos "representantes" a comunicar ao ministério da mercadoria educativa as nossas justas reivindicações? Não! Porque continuamos a alimentar a ilusão de poder dialogar com os que não querem compreender a diferença entre um Direito Conquistado e uma Mercadoria Disponibilizada, nem mesmo depois de lhes ter sido explicado, nas inúmeras manifestações feitas ao longo dos anos, que o ensino superior caminha, arrastando-nos contra a nossa vontade, para um abismo que se alimenta dos nossos corpos e dos nossos desejos. O que isto quer dizer é que nós já não somos sujeitos desta história – que seremos nós, e ninguém mais, a rasgar ou escrever – (mas objectos) de interesses que não são os nossos mas que, todavia, pagamos ignobilmente; assim nos vão tornando, passo a passo, um pouco menos pessoas (estudantes) e um pouco mais mercadoria: afinal as laranjas espremidas (à porta do cemitério do ensino superior) somos nós.
 
Não dizemos que a nossa manifestação foi sequestrada, não, dizemos apenas que não nos basta ser representados à mesa (isto é, à porta) dos ministérios, nem em ter “a voz dos estudantes na Assembleia da República”. Porque já vimos escrever muita coisa na AR, e até raras, cada vez mais raras, páginas muito belas, o que nunca lá vimos foi alguém dançar, cantar ou beber a vida livremente.
E o que nós precisamos, de facto, é construir uma festa que se chame Ensino Superior, Gratuito e de Qualidade; não apenas de actores que o saibam representar nos diversos palcos à disposição no país.    
 
Colegas,
Quando quiserem e estivermos prontos, todos, faremos juntos o assalto ao Palácio das Laranjeiras, e lá montaremos uma festa como nunca antes vista pelos estudantes deste país.
Esta é a tarefa que nos persegue, eternamente adiada.
 
Sermos o espremedor de citrinos mais ruidoso do Mundo.

 

 

Agora escutemos a voz antiga, Nova e Actual, de um bom companheiro...

 

 

engatilhado por Semeador de Favas às 16:22
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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Gravura ATF

 

 Técnica: ponta seca, água-forte

 

 

 

técnica: Resinas , ponta seca   

título: A lenda do terrorista numa manhã de nevoeiro 

Técnica: água-forte

Título: Troco a foice por espingarda

Técnica: ponta seca, água-forte

 

Técnica: ponta seca

Título: Alé Art Terror Alé 

Técnica: água-forte

Título: hierarquia ATF 

engatilhado por Pinano às 20:44
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Domingo, 15 de Novembro de 2009

Feira de S. João 2008 (Évora): instalação de Ovelha Galante sobre madeira.

 

 

 

- Camaradas!

 

O vídeo já não é novo, mas o sotaque e o cântico do motor da Famel ao fundo são irrepetíveis. A técnica de filmagem (ultradinâmica) é também um hino à efemeridade.

engatilhado por Semeador de Favas às 20:30
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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Art Terror Foundation: Propedêutica

 

 

 

 

 

 

            Boeing 767                Ciconia ciconia

 

engatilhado por Semeador de Favas às 19:22
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Domingo, 8 de Novembro de 2009

Há pouco mais de uma hora, era ainda 7 de Novembro (25 de Outubro no calendário juliano), cantaram as nossas almas.

 

Todas as fotografias usadas nesta montagem foram pilhadas directamente do Google Images. Se algum dos seus autores (que não conseguimos identificar), eventualmente nos vier a descobrir neste lugar tão obscuro da blogoesfera - e se sentir incomodado - pois que não nos denúncie a nenhuma autoridade competente, foi por uma boa efeméride. Ou então, que se junte a nós e célebre a causa

 

Boa praia. 

engatilhado por Semeador de Favas às 01:59
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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Edições ACABiblos _acab001

Artodox Church of ARTE
O alicerce espiritual Arterrorista


A Doutrina Arteísta


Prefácio

Somos humanos e sabemo-lo! Somos escravos da nossa condição, e esta mesma condição conduz-nos ao pecado material! Somos seres conscientes disso!

A nossa condição é o trabalho! O trabalho implica matéria, e esta está inevitavelmente acorrentada a uma solução suja e homogénea de espiritualidade iconográfica, fútil e capitalista que é imperativo eliminar para a purificação da arte e do ser crente e a sua libertação espiritual sem limites físicos ou matéricos.

 

Exposição do paradoxo humano-ARTE

O objecto é a lama da razão e a sua exposição limitadora, o quadrado em giz demarcado no chão alcatroado que impede a psiché de transpor a mente e o físico.

O objecto arte é idêntico, no entanto mais grave. É a limitação psicológica mesquinha e traidora, que, finge apresentar-se como uma janela aberta a uma viagem do espírito e da mente, acabando por se dissipar nas profundezas do aparelho visual humano, terminando aprisionado no centro de prazer cerebral e cortando relações com o hipotálamo. A matéria nunca fez bem a ninguém. Continuamos humanos. Continuamos pecadores!

 

Ninguém penetra num quadro! Não há viagem, só uma dor de cabeça.

 

Desta maneira é o ser humano o incapacitado e pecador, mas lutador, trabalhador e utilizador das dádivas/armas de ARTE.

Desta maneira é ARTE o ser a alcançar, o último algarismo de p, a perfeição espiritual, o antimatéria, o Não Criador mas o Todo Criação, o organizador da vida inorgânica através da organicidade superior, regente, invisível!

 

Arte, sacrifício e purificação

A arte é um processo criativo executado com as armas que ARTE nos forneceu a nós, humanos. Isto, a um ser nascido da carne do pecado pressupõe e obriga a uma submissão, subordinação e entrega de alma ao Não Criador (ao Criação Espírito) imediata e inata.

A nobreza de cada arte é-lhe reconhecida através da sua condição material, daí, ser necessária a desumanização/sacrifício/purificação da matéria constituinte do Espírito Arte através da sua eliminação material, e posteriormente, a sua ascensão à transcendência espiritual que persiste e se preserva ao eterno.

O processo correcto e de sucesso do artista crente é, progressivamente, o processo de criação (menos material possível) ainda que material ([o menos nobre possível] o pecado incontornável), a mortificação (a primeira auto-punição carnal matérica do artista pela criação da obra objectiva que se estende até à ascensão metafísica da sua arte) , o arto-flagelo (a eliminação do objecto, a ascensão purificadora do espírito arte), o auto-flagelo (a segunda auto-punição do artista por ser escravo do trabalho, mesmo no processo sagrado de transição de estado da obra) e, por fim, a exposição estética espiritual e pública do Espírito Arte.

Através deste processo, o artista transita de estado, sendo-lhe divinamente concedido o título/estado de arteísta, como crente e exercitador da religião Arteísta.

 

Condição humana, pecado e salvação

Pretendemos ao venerar ARTE, levitar-nos à proximidade do seu nível. Isto é: Pretendemos desvalorizar maximamente o trabalho como fonte do objecto material. Marramos nas paredes enquanto pecamos involuntariamente. O alcance do estado metafísico, metamatérico é adquirido pela renúncia à vida em pecado, pela renúncia à própria matéria humana e encefálica que nos foi atribuída pelo Trabalho, o veneno da nossa alma, a couraça da nossa aura, que é imperativo superar, no mínimo, meditativamente.

A nossa condição humana é a de filhos de Trabalho (matéria) e de ARTE (espírito). Os filhos mortais híbridos do bem e do mal, do céu e da terra, do mar e do magma. Somos os representantes da dicotomia etérea, somos os seu produto. Aspiramos a ascendência celeste!

 

 

Este documento foi examinado, censurado e aprovado pelo Grão Mestre e Gran-Patriarca Ecuménico de Artodox Church of ARTE international™.

engatilhado por Junco Julieta Túbaro de Guindaste às 23:08
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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Atenção, aforistas de todas as províncias do Império, começem já hoje a plantar os vossos pauzinhos de dinamite!

 

"O amor dinamita a ponte e manda o amante passar."

                                                                

                 Carlos Drummond de Andrade

 

 

 

"A vida imita a arte muito mais que a arte imita a vida", assim disparava (à altura da cabeça) o tio de Arthur Cravan¹. Ora serve-nos este festival de aforismos para afirmar-mos, aqui, perante o futuro - camaradas, eventual leitor, cybernauta desnorteado - que as Obras de Arte, independentemente de já não serem arte mas devir-bombas, devem imitar a persistência e o engenho do célebre terrorista animado, wile e. coyote, e continuar a explodir por toda a parte contra o asfixiante espectáculo do presente. "Falhar, falhar de novo, falhar melhor!", assim nos demonstra como praticar o arterrorismo o genial coiote seguidor de Beckett.

 

Dirão então que nos dedicamos exclusivamente à auto-flagelação: enganam-se, o nosso trabalho é a aprendizagem da Vida, e a aceleração desse processo.  

 

 ¹ Omiti-mos no corpo do texto o nome de Oscar Wilde para afirmar-mos aqui, sem qualquer hesitação, que o boxer-poeta falava a verdade quando se dizia sobrinho do terrorista irlandês. 

 

 

 

 

engatilhado por Semeador de Favas às 16:39
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...

Odunbirom, o Arterrorista (meditando no deserto)  
 impressão a laser de pintura executada em Paint sobre papel,
Dimensões secretas, 2009
                                                                                                                                                                 

 

engatilhado por Semeador de Favas às 16:30
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