Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Fundatione per la Arte Terroristi Series of Poker nº1

 

 

 

 

"O arcebispo da Cantuária, o patriarca ecuménico da Artodox Church of Art (arterrorista) e o papa Bento XVI encontram-se para uma partida de (poker) Texas Hold´em, ontem, em Roma, perante os estupefactos ( com o espantoso stone cold bluff aplicado pelo sumo-pontífice católico) espectadores: Henrique VIII de Inglaterra; Phil Hellmuth (consagrado profissional do poker e detentor de dez braceletes world series of poker) e Hans Holbein, o jovem."

 

Colagem,

dimensões por apurar

2009 

engatilhado por Semeador de Favas às 00:46
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

A NOSSA APOSTA NAS GERAÇÕES VINDOURAS

: rebeldezito!
: os patinhos
engatilhado por Junco Julieta Túbaro de Guindaste às 20:08
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Art Terror Foundation: Prolegómenos

 

    Antes de mais, um dos poucos problemas filosóficos realmente sérios é o do terrorismo, isto é, a teoria e a prática do terrorismo. Resta-nos perguntar em que medida este é também um problema artístico. Sabendo de antemão não existirem problemas artísticos separados, devemos concentrar os nossos esforços na concretização da consciência difusa do impacto do terrorismo (sob todas as suas formas), sobre a sociedade contemporânea, na arte. Ora tornou-se uma urgência enfrentar esta problemática a partir do momento em que o seu paroxismo foi revelado, no confronto com o histórico happening  hiper-mediático (eufemismo para espectacular) que foi o "11/9/2001": os artistas que continuarem alegremente a recusar, fingindo não poder encontrar uma forma, ou múltiplas formas, minimamente (inter)activa(s) para compreender, e transmutar (em arte), a realidade que o fenómeno “terrorista” trás todos os dias à superfície estão, desde já, dispensados de qualquer tarefa que envolva os processos mentais em que se julgam especializados, nomeadamente a imaginação.Aos artistas cabe portanto criar um TERRORISMO TOTALMENTE NOVO, não redefinindo o terrorismo –o que seria contraproducente tanto para a eficácia política do “terrorismo subversivo” quanto para o objectivo/fim social da arte –, mas redifinindo a arte, de resto a única coisa para a qual se devem sentir ligeiramente capacitados: transformando-a em terrorismo (e contra-terrorismo) e desse modo praticando-a. Podemos chamar à tarefa que temos pela frente,  para não usar demasiada ambiguidade, Arte & Terrorismo. Não um terrorismo que é arte – à luz da análise feita por Stockhausen no rescaldo dos eventos de Setembro –, mas uma arte que é terrorismo porque é arte. Isto não significa a persistência de qualquer ilusão de autonomia face ao TERRORISMO REALMENTE EXISTENTE; nem a sua recusa enquanto mote; nem tão pouco a rejeição do seu carácter de território virgem – extra-artístico –, mas a colocação do neo-terrorismo, praticado por artistas, no eixo apropriado, quer dizer, não é da nossa responsabilidade definir os contornos da arte praticada por terroristas (se existir de facto), porque não podemos realizar o arterrorismo pedindo emprestados meios de produção que não podermos deter; ou através de mimésis (pictóricas ou outras) do Terrorismo e dos seus meios próprios de produção: porque não estamos interessados em alienar os seus produtores nem em nos auto-alienarmos do fruto do nosso trabalho. Não devemos portanto já preocuparmo-nos exclusivamente com a denúncia do “terrorismo intelectual” com que se continua a reproduzir o actual estado das coisas, nem em duplicar os esclarecimentos já realizados (por outros, há muito) com êxito, para desmistificar as correntes e formas convencionais de terrorismo – muito particularmente o “terrorismo artificial” – fabricadas pelos governos e pelas corporações como instrumento de consolidação do seu controlo e de manutenção do statu quo.
   A ATF, como fundação de algo e não ainda o seu movimento definido de, e em direcção a algo, não terá senão que recusar, totalmente, participar enquanto espectador em qualquer acto terrorista, pré-fabricado, que se prefigure (vindo do Estado ou de onde quer que venha), e que buscar construir as suas próprias ferramentas e “actos de terror”. Com dois fins em vista: 1º, recuperar para os artistas (todos) os meios necessários, e hoje existentes, para produção de obras de arte; 2º, concretizar a arte, tendo desta feita o terrorismo como modelo de deperecimento.
 
De que outra maneira poderá ser demolido o presente perpétuo?
engatilhado por Semeador de Favas às 13:38
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Crime de lesa majestade: as dinâmicas da mercadoria e danças de roda.

 

Redecoraram a sala de estar do multimilionário coleccionador de arte, Richard L. Weissman. Uns larápios (provavelmente) profissionais limparam-lhe a colecção de warhols, em príncipio para decorar a sala-de-estar de outro multimilionário (anónimo) qualquer.

 

 

Richard L. Weissman desfocado, através da transmutação da pintura em fotografia e da fotografia em JPEG (Joint Photographic Experts) infinitamente reprodutível, comprimível e partilhável.

Google Search Images, Microsoft Picture Manager e outros sobre multiplas interpretações feitas por dispositivos electrónicos disponíveis no mercado acerca das imagens neles descarregadas.

2009 

 

Detenhamo-nos por momentos diante desta reprodução digital (jpeg) - também reproduzida no belo cartaz concebido pelo departamento da polícia de Los Angeles - de uma das obras roubadas: o retrato da própria vitima do roubo, pintado pelo seu amigo Andy Warhol. Agora vê-se tudo mais ou menos (podia estar pior) desfocado, por conta da técnica utilizada. Em breve lhe passará, com o tempo e o amadurecimento do olho sobre a tinta, o terrível padecimento. 

 

P.S: Não faremos aqui quaisquer ecos sobre os desenvolvimentos deste caso.  

 

engatilhado por Semeador de Favas às 12:39
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