Domingo, 17 de Janeiro de 2010

Arterrorismo e Suicidologia: primeiro plano e fundo.

      Introdução

 Quando rematámos o nosso texto, Art Terror Foundation: Prolegómenos, com a pergunta  "De que outra maneira poderá ser demolido o presente perpétuo?" não podiamos prever o reatamento, desta vez nos nossos sonhos, de velhas inquietações teóricas que devemos começar, desde já, a tentar sanar. Ora vem este texto mesmo a horas de nos dar conta da primeira, que chegou assim, para nos catapultar ainda mornos da cama: "Outra maneira (de demolir o presente perpétuo) era pôr uma corda ao pescoço, subir a uma árvore, escolher um ramo bem forte onde instalar o laço, e zás, saltar para o desfecho lógico".

 

Chegados a este ponto não podiamos serenar os nossos corações sem lhes devolver antes uma reflexão (na realidade um barbitúrico teórico) acerca do suicídio; que, devemos admiti-lo sem reservas, é uma das questões mais preeminentes do actual estágio de desenvolvimento do Arterrorismo, a par, claro está, da própria questão do Terrorismo. 

 

Esta reflexão é urgente pela razão (simples e psicogeográfica) de nós, "artistas" (mantenhamos por conveniência o adorno e por correcção as aspas que o sustentam) - operacionais da Art Terror Foundation -, termos nascido -não só biologicamente (individualmente) mas como grupo (colectivamente) - na região demarcada - científica e folcloricamente - como detentora da mais elevada taxa de suicídio do mundo: o Alentejo. É nestes termos drásticos que nos devemos contextuallizar e começar por interpretar a solução alarmante revelada no nosso sonho.

Na segunda parte do nosso manifesto (intitulada, Das margens do Guadiana ao MoMA) afirmávamos que "Todos os estudos psicogeográficos indicam que no Alentejo, para além dos ocasionais suicídios abjeccionistas, existe uma taxa elevadíssima de nascimentos nado-vivos em estado pré-situacionista, prontos a chuchar na velha teta revolucionária". É de entre estas duas conclusões -duas metades da mesma solução radical para tudo e para nada -, tiradas então de forma totalmente empírica e categórica, que devemos agora partir para um aprofundamento necessário introduzindo novos dados -alguns até com a misteriosa ambição de serem objectivos - que não cabiam na urgência e nos desaforos poéticos internos do nosso manifesto.                 

 

continua

 

engatilhado por Semeador de Favas às 04:42
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