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  <title>Ⓐrt Terror Foundation</title>
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  <description>Ⓐrt Terror Foundation - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Wed, 23 Nov 2011 23:29:40 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Wed, 23 Nov 2011 23:28:05 GMT</pubDate>
  <title>(NÃO) PEDIMOS DESCULPA PELO INCÓMODO</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-large;&quot;&gt;ESTAMOS EM GREVE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 20 Jun 2011 22:49:38 GMT</pubDate>
  <title>Troikapitalismo/Eclipse Total do Reformismo: Manifesto Saladarmada de Verão. </title>
  <author>Semeador de Favas</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://en.wikipedia.org/wiki/Raoul_Vaneigem&quot;&gt;Vaneigem&lt;/a&gt;, num dos mais substanciais (porque compacto, esclarecedor e apaixonado) textos críticos escritos contra o capitalismo, e pela Vida que aquele ameaça - A Economia Parasitária -  traçou um retrato implacável daquilo que tínhamos e temos pela frente. Passados quase vinte anos, e sob as trevas de uma ditadura financeira global que se lança sem freios na tarefa de secar todos os veios do humano, estas palavras reverberam como nunca: &quot;A economia totalitária não priva o povo das suas liberdades, priva apenas a liberdade da sua substância viva. Faz dela uma liberdade mercantil, que se compra, vende e troca. Tem todavia uma característica semelhante ao totalitarismo político: não se a pode emendar, é preciso destruí-la por inteiro.&quot;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; As ilusões reformistas, de que ainda enfermam as margens esquerdas institucionais do sistema - e de que enfermamos todos nós quando deixamos emparedar os nossos desejos pela sepultura ideológica que define o possível e o impossível, o realista e o irrealista, o responsável e o irresponsável -, tornaram-se indigestas. Os que ousaram por desespero ou táctica lançar o seu corpo contra o sistema de dominação e exploração capitalista sabem bem da sua irreformabilidade. As aventuras da dialéctica, o rol de contorcionismos a que fomos obrigados e habituados ao longo dos anos, serão destruídos pela vontade irrefreável de Viver: com o à vontade com que o cão vadio mija no pára-choques do Chevrolet às oito da manhã, ou com a angustia com que se vomita a ressaca à mesma hora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No tempo da internet sem fios, precisamos de uma rebelião sem fios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Cria o que aconteceria se não. Impotência contra prepotência Fodamos com urgência! Celebremos a dormência! No festim da incoerência! Veneramos o inútil absúrdo E não ofendemos a vida Porque vivemos porque queremos Porque queremos viver coerentemente uma vida de inutilidade Porque amamos o absurdo da vida e cavalgamos a existência Sem que ela nos defina. Gritamos o seu vazio A pulmões de surdina. Inspiramos para fora e expiramos o fígado. Cantamos os genitais quando ejaculamos o éter. Somos apaixonados pelo suco gástrico quando nos alimentamos deste lixo. Somos ratazanas com asas de pombos doentes. Temos rochas costeiras nos rins e mijamos pântanos lamacentos; oceanos. Somos compostos de vácuo atómico. Sangramos ódio radioactivo. Fomos umbilicalmente injectados com ócio nos úteros maternos das mães dos outros. A nossa mãe nunca esteve presente. Somos tristes órfãos psicopatas, Felizes embriões sem deus. Bombistas frustrados, suicidas nús e desarmados. Não nos podemos matar, não podemos morrer. Mantemo-nos no limbo, construimos o purgatório. Somos vazios por dentro e por fora somos ocos. Mas espirramos enxofre. Somos buracos negros, buracos de verme, supernovas e não fazemos ideia do que é protoplasma. Somos protótipos da gosma! O mundo embala-nos com movimentos peristálticos e nós induzimos o vómito das estrelas com olhos de mercúrio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Somos nada, queremos tudo&lt;/span&gt;!&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;                      Semeador de Favas e Junco Julieta Túbaro de Guindaste (2011)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/morcegolalta/fotos/?uid=r0cWgJ9Hg04DYu4Yhi7S&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B000651a2/8367819_6K4kC.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;324&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 24 Mar 2011 21:24:04 GMT</pubDate>
  <title>Cavacommando</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/morcegolalta/fotos/?uid=6pvdrNJSr45Mso24GTzJ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4206a9eb/8238541_0ctaf.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;284&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito se escreveu sobre as estrepitosas palavras de Arnold...perdão, Aníbal (Cavaco Silva) na ocasião do 50º aniversário do início da grande carnificina colonial portuguesa. É sabido que o franzino Aníbal, como o seu corpulento gémeo austro-norte-americano, Arnold, é um duro homo politicus conservador, de acção e de poucas palavras. O seu legado não se pode medir pela qualidade da dicção e da oratória, mas pelos danos causados: pescoços quebrados; frotas pesqueiras abatidas; estradas pavimentadas e pavimentos encharcados de sangue.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que os pacíficos e intelectuais comentadores de esquerda que se escandalizaram com o sermão de Cavaco aos jovens - via veteranos da Guerra - não compreenderam, é que Aníbal é um herói de acção antiquado; uma estrela que vive dos êxitos de bilheteira do passado que, não fosse a visceral e ainda operante nostalgia do bom povo estaria arrumado num canto recôndito na prateleira dos vhs onde, aliás, deveriam constar monstros sagrados congéneres como Mário Soares, Jorge Sampaio, Ramalho Eanes e os seus sósias de Hollywood - Sylvester Stallone, Steven Seagal e Jean-Claude Van Damme, respectivamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, descrevendo uma trajectória contrária a Arnold, que encontrou na política um lugar acolhedor para gozar a sua merecida reforma, acabará, Aníbal, os seus dias a esteróides anabolizantes e a malhar no ginásio, numa insólita e tardia carreira de culturista?         &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 23 Mar 2011 21:57:45 GMT</pubDate>
  <title>A sombra da precariedade - CTRL+ALT+DEL - a precariedade ao sol.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/33443.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/morcegolalta/fotos/?uid=88qduOKwUf9nmEt1WCSB&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pbb0650f5/8223380_k1yaF.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;99&quot; height=&quot;107&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffcc00;&quot;&gt;ma sociedade que se autoriza a manter num dia radiante de sol centenas de seres no verão da vida enclausurados sob um inverno neo-taylorista de produção pela produção; de luzes artificiais; de ares-condicionados; de turnos; de supervisores; de coordenadores e de controladores, merece que se ergam por entre os pêlos do seu bigode patriarcal todo o tipo de criaturas que, não obstante (e por) se alimentarem de poucas migalhas do bolo que diariamente fabricam, perderam todas as ilusões e esperanças quanto às virtudes abstractas com que o sistema de racionamento da miséria e da fortuna se auto-alavanca, catapulta e segura; já para não falar do desprezo absoluto pela «ética do trabalho» que os senhores do mundo reinventam à séculos para conservar cada uma das variedades de exploração que a cada momento da história lhes parecem necessárias para manterem nas suas mãos a faca e o queijo das relações sociais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffcc00; font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Contra o chicote «ética do/no trabalho» a arma «ética da/na preguiça»: fazer do nosso «tempo livre» e do nosso «tempo cativo» um tempo total de disrupção - uma arma de fogo -, isto é, fazer um uso empenhado do ócio e um uso ocioso do trabalho. Quando soubermos descansar e trabalhar como queremos (como podemos e devemos), quer dizer, contra a lei que regula que devemos descansar para poder trabalhar e trabalhar para poder repousar, estaremos em condições de afirmar que eles reinam mas não (nos) governam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffcc00; font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Contudo, a tarefa que hoje urge cumprir não é projectar no vazio um paraíso perdido (primitivo/futurista) a haver no fim da civilização do trabalho mas assegurar, desde já, um inferno duradouro aos zelosos funcionários, propagandistas e ideólogos da insuportável perpetuação dos seus últimos dias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffcc00; font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Espatifar a escora que firma o sistema é, em primeiro lugar, e desde o ponto de vista dos que têm de trabalhar para sobreviver (ou sobreviver apesar de não terem posto de trabalho), uma destruição que vem de dentro para fora e que volta à origem; uma consciência que se constrói pela negação, a cada conquista dos momentos e processos destrutivos e desconstrutivos e que regressa ao âmago subjectivo dos que se querem libertar, cada vez mais clara e objectiva. Este fluxo/refluxo construtivo-destrutivo, próprio do acto criativo, não é mais do que o próprio sistema respiratório da revolta, a lenta mas decidida formulação de uma consciência de classe; de uma força emancipatória e revolucionária:  quanto mais espaço e tempo conquistarmos para respirar fundo, isto é, quanto maior for o distanciamento critico e fisiológico conseguido face ao ciclo ininterrupto e tautológico do trabalho e do capital no qual estamos emaranhados, mais perto estaremos da libertação almejada, que é o rompimento derradeiro com a mercadoria e o espectáculo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffcc00; font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Assim, enquanto o capitalismo se entretém com a ofegante gestão dos seus exércitos de desempregados, empregados e precários, com os gráficos dos lucros e, sobretudo, com a descoberta de novos e sofisticadíssimos métodos de manter a força de trabalho motivada e ordeira,  ocupar-nos-emos - qualquer que seja o nosso posto de não-trabalho -  de longos e relaxados exercícios de respiração, através do quais recuperaremos das entorses que o modo de produção capitalista provoca nos nossos espíritos e nos nossos corpos e nos prepararemos para as batalhas do quotidiano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/morcegolalta/fotos/?uid=LJttrFHC0yPzszKrWwpz&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1c066c77/8223264_ZkYku.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;408&quot; /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Vincent Van Gogh&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;La sieste (d&apos;après Millet)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;1889-1890&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/morcegolalta/fotos/?uid=AQm72RcWozKFHnFHrr0S&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2806d418/8223272_z9rcP.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;337&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Júlio Pomar&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gadanheiro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;1945&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 Mar 2011 22:45:49 GMT</pubDate>
  <title>EUROSFERATU: uma Sinfonia de Horror.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/morcegolalta/fotos/?uid=Mzhoh8Nwt6J1mBeP7Hmz&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be1066e1c/8192018_K97zg.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;364&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 Mar 2011 19:22:42 GMT</pubDate>
  <title>Vídeo de Zé Sócrates dirigindo-se (dia 14 de Março de 2011) aos trabalhadores (desempregados, empregados e precários), estudantes, reformados e pensionistas do país.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/yqrftlCAic0&quot; width=&quot;480&quot; height=&quot;390&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;cortesia da RTP.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 27 Feb 2011 22:24:08 GMT</pubDate>
  <title>fiM à LOnga e VeLha NoiTe CapiTaliSta</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/32602.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/morcegolalta/fotos/?uid=nk8t8fMmwWUfgDZHeZcW&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b9305864e/8086687_t7goI.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; height=&quot;353&quot; width=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Greve Canibal até ao Carnaval&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;Esferográfica, lápis de cor e cápis de cera sobre papel, 2011.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 Feb 2011 19:50:54 GMT</pubDate>
  <title>enquanto indivíduo</title>
  <author>Junco Julieta Túbaro de Guindaste</author>
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  <description>&lt;p&gt;achei pertinente emoldurar este espaço de silêncio:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/l8yMbbTvsaHBBjaC0nlV&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/m0f06281f/8010811_uSAwm.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;533&quot; height=&quot;648&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;junco&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 15 Jan 2011 22:25:33 GMT</pubDate>
  <title>Notas p`ra Rodapé: gato (negro) escondido com bigode (de Walter Benjamin) de fora.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/32237.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small; background-color: #ffcc00;&quot;&gt;«Na Terra fomos esperados. A nós, como a cada geração precedente, foi concedida uma frágil força &lt;em&gt;messiânica&lt;/em&gt; sobre a qual o passado exerce uma pretensão. Não é justo negligenciar uma tal pretensão.»&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Walter Benjamin&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/2QnVlhysehfmzG8zIqsc&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b6e050ea3/7648354_4kosG.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;O tempo capitalista, isto é, o tempo não vivido, o tempo dividido para melhor ser explorado em prol do lucro é tempo de vida perdida: aceitamo-lo porque o trocamos por dinheiro (capital do qual directa ou indirectamente, contínua ou intermitentemente, de um modo ou de outro, todos precisamos para sobreviver na/à civilização capitalista global). Mas, este modelo de sobrevivência, está de tal maneira enraizado no corpo e no espírito dos que têm para trocar apenas a sua força de trabalho - seja qual for o grau de especialização que a cobre - que se algum grupo de trabalhadores exige através da paralisação de um determinado canal de mercadorias que o desmembramento da sua vida não seja aprofundado, prejudicando pontualmente com esse acto não apenas a economia mas, inevitavelmente, também um conjunto de utentes do seu sector de actividade - para que a sua estratégia de luta seja criminalizada e desqualificada pelas massas compactas e amorfas; que são manipuladas pelo cinismo dos governos e pela hipocrisia dos sindicatos legalistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;O governo do reino de Espanha reagiu à «greve selvagem» dos controladores aéreos do modo mais demagógico possível, sacando dos argumentos mais previsíveis que os Estados ditos democráticos herdaram dos seus antecessores fascistas. Não é espantoso que contra a greve se apele aos sentimentos mais mesquinhos e egoístas que os seres humanos podem conter em si. Acusar os grevistas de chantagem, ou de manterem os cidadãos reféns nos aeroportos, é um método simples e barato para - antes de usar o punho de ferro do exército - agitar a «opinião pública» e direccioná-la contra os trabalhadores em greve. A partir daqui, os dados estão lançados para que se recorra à força, e à militarização dos sectores que forem considerados indispensáveis para o normal funcionamento da economia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;(...) O fascismo vê a sua salvação no facto de permitir às massas que se exprimam mas, de modo nenhum, que exerçam os seus direitos. As massas têm o direito a exigir uma alteração das relações de propriedade; o fascismo pretende dar-lhes expressão, conservando essas relações.(...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;) Walter Benjamin&lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Torna-se cada vez mais evidente que o funcionamento da economia capitalista está acima de qualquer direito, e que o exercício dos direitos (ou a luta por eles), só é admissível enquanto não for prejudicial para a economia. A cidadania, que a classe dominante e os seus representantes não se cansam de pintar como um delicado dispositivo em que direitos e deveres se contrabalançam, desmorona a cada tentativa radical de aplicar os princípios éticos que a fundam. Ora, para que servirá o «direito à greve», se este não se puder expressar fora de um conjunto de directivas que desarmam qualquer hipótese de uma Greve se tornar transformadora, atingindo as  suas causas e os seus causadores?&lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Quando o «Estado de Direito Democrático» define deste modo os limites da participação cívica nos destinos da urbe, não faz mais do que revelar a verdadeira natureza (repressiva, centralizadora e autoritária) do Poder Estatal. Na verdade, no que diz respeito à aplicação concreta dessa natureza, não difere, se não em quantidade, do modo fascista de exercício do poder através da arregimentação das massas. Estas podem expressar-se, desde que com isso não alterem o seu destino, isto é, desde que não se constituam em classe, quer dizer, que não deixem de ser massa.&lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;(Walter Benjamin) alertava-nos para o facto da história dos oprimidos nos indicar que o estado de excepção em que vivemos ser a regra. Falava aos que tinham como missão derrotar o fascismo que dominava a Europa do seu tempo. Os actuais Estados europeus não brotaram espontaneamente do solo sagrado dos seus mitos, nem dos propalados valores e virtudes culturais e políticas (herdadas das civilizações ocidentais clássicas e do cristianismo); saíram das entranhas de ditaduras brutais e de guerras inacreditavelmente devastadoras (que nunca deixaram de se apoiar  e justificar na defesa do mesmo substrato cultural das recentes democracias ocidentais).&lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Os recentes acontecimentos na Europa, ocorridos precisamente nos países que continuam a reivindicar-se os mais livres e democráticos do mundo, lembram-nos daquilo que nunca nos devíamos ter esquecido, isto independentemente das reformas democráticas que séculos de lutas sociais conseguiram impor nos Estados modernos. É que das Monarquias Liberais e Constitucionais às Democracias Parlamentares, passando pelas Repúblicas jacobinas e pelos Estados totalitários, isto é, independentemente dos regimes de gestão e controlo da sociedade, todos eles  tiveram (e têm) como finalidade última apresentar e defender o modelo definitivo (ou mais eficaz) de manutenção da ordem capitalista e, com ele, as ferramentas repressivas ou dissuasoras para todos os que se erguerem contra a ordem vigente.&lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Quem está à espera de avião nos aeroportos tem que compreender que a facilidade com que hoje se apanha um avião e se viaja de A a B, não é uma dádiva divina nem um fruto natural do progresso; depende de uma máquina muito bem afinada - todavia frágil -  que depende (ainda) de mulheres e homens de carne e osso dos quais a máquina se alimenta. Estes homens e estas mulheres têm aspirações e angústias que não podem ser silenciadas lembrando-lhes simplesmente que são, entre os oprimidos, uma fracção «privilegiada» de oprimidos.&lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;O que os media corporativos não podem perguntar aos clientes nos aeroportos - sob pena de inadvertidamente fazerem despertar alguém do transe do conformismo - ou de se depararem com alguém já desperto que lhes respondesse de modo imprevisto -  é se não concordam que o seu  (direito ao) conforto é alavancado pelo esforço de terceiros, para o qual não contribuem de outro modo que não pelo simples pagamento de um determinado conjunto de serviços ao patrão dos servidores.&lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Seja qual for a razão pela qual alguém possa pensar que pode obrigar outro alguém a trabalhar - por muito bem que esteja disposto a pagar  - essa pessoa estará mais tarde ou mais cedo pronta também para aceitar a escravatura pura e dura. Quem usa como argumento contra a greve que ela é um incómodo para os cidadãos, não hesitaria (se o que resta da sua consciência assim o permitisse) dizer que a abolição progressiva da escravatura foi/é um incómodo para os senhores de escravos. &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Nos momentos em que o ciclo de morte da mercadoria nos divide em castas de serventes e servidos, isto é, quando nos coloca na pele de consumidores; quando os cidadãos se transfiguram em clientes, o conceito moderno de cidadania, e a sua falsa consciência, degenera num derivado mercantil que é a sua verdadeira face: em que ser um cidadão-consumidor é sinónimo de superioridade, um estatuto que confere ao seu portador o poder de tratar de cima para baixo os que circunstancialmente se encontram no outro extremo do circuito, o de cidadãos-produtores. É nos nossos momentos de consumo, e não dos de produção, que nos tornamos verdadeiramente escravos dos nossos miseráveis salários. Porque é precisamente nesses momentos que cessamos de ser solidários e nos tornamos odiosos reprodutores da lógica dos que lucram com a miséria; dos que desde cima nos comprimem, dia-a-dia, para nos manterem uma viscosa pasta de moluscos humanos: aquilo a que pomposamente nos habituaram a designar de sociedade.&lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Tão maus como estes, ou piores ainda, são os que pretensamente vindos de baixo - e empurrando desde a esquerda - não fazem outra coisa que não seja facilitar a tarefa da trituradora que labora lá em cima, fornecendo-lhe um recipiente estanque à maneira. O desespero estampado nos rostos humanos dos controladores aéreos não é outro que não aquele que sentiria qualquer vertebrado obrigado a viver por algumas horas numa fenda onde apenas se sentem seguras e confortáveis criaturas às quais uma intervenção/mutil&lt;wbr /&gt;ação cirúrgica de larga escala - ou uma terrível mutação - arrancou o esqueleto. &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt; &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; color: black; font-size: 9pt;&quot;&gt;Nenhuma proposta verdadeiramente radical pode começar o seu caminho que não seja com um forte e solidário «que se foda a sociedade!».  &lt;/span&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/32237.html</comments>
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  <pubDate>Tue, 11 Jan 2011 16:54:59 GMT</pubDate>
  <title>The noisy spectacle of capital . . . The rebel noise of freedom</title>
  <author>Junco Julieta Túbaro de Guindaste</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/31997.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Noise is best defined as interference.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;–  Simon Reynolds, 1990, p.55&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;When the real  world is transformed into mere images, mere images become real beings –  dynamic figments that provide the direct motivations for a hypnotic  behavior.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;– Guy &lt;em&gt;Debord, 1962,  p.11&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The consequences of capitalism in  the modern society are the responsible factors for the birth of  Debord’s &lt;em&gt;The Society of the Spectacle&lt;/em&gt; (1967). There he  argues that reality becomes a fake universe of “images” that mediate the  subject’s relation to real life alienating one from it. This phenomenon  also changed many paradigms of society’s everyday life, everyday  environment, therefore changing social, political and artistic practice  paradigms as well. The spectacle is responsible for the fragmentation of  life in separate individual cells that less and less connect to each  other at a social level (e.g. religion, art, science, philosophy, etc.).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Throughout this essay I will try  to relate nowadays &lt;em&gt;spectacle&lt;/em&gt; to art and its relevance in  our social-political environment to express a force of resistance to  it, a struggle toward freedom. For this purpose, I will finally focus on  the topics of noise and free improvisation, regarding formal,  aesthetical, political and social issues I consider to provide it with  coherence and strength as a form of rebellion against this &lt;em&gt;spectacle&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Vanguards Art Life&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;One may consider that throughout western history, the art  of the avant-garde has always had a significant political importance,  and cannot ever be detached from its cultural and social-political  contexts, for it functions as part of and directly merged to them. The  search of the vanguard artists for new forms of expression,  representation, aesthetics are searches for new ways of the artist  himself relating to nature (understanding nature as the whole  environment around us, either organic or artificial), as best as one  can, being whom one is. This can clearly be understood as the search for  newer or purer forms of freedom, the embracing of life through art and a  proposal of a new world.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Modernists (such as the Dadaists) from the beginning of  the 20&lt;sup&gt;th&lt;/sup&gt; century were already questioning the industrial  revolution’s society and the consequent sectioning of life by the new  economic system that was capitalism. “Art” was questioned, and  modernists intended to abolish the reigning idea of art of that time in  order to dissolve it in a wider and freer concept of life. John Cage was  a post-Duchamp inheritor of this philosophy, and his written and sound  works corroborate that. Cage states that ‘Art = imitation of nature in  her manner of operation’ (1982), supporting Adorno’s aesthetical theory  that ‘Art doesn’t imitate nature [physically or morphologically], nor  any singular natural beauty, but the natural beauty itself’ (1969). Cage  searched a way of melting/clashing the act of creation (intention) with  the natural happening of life (non-intention), which, would ultimately  sum up to equal the only possible form: life; for the splits  subject-object, art-life disappear.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;These splits Cage talks about and tries to destroy, which  separate things that cannot be tore apart from life, can in a way also  be acknowledged in Debord’s criticism of modern society’s  political-economic system.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Capitalism functions as the main reason of this division  of life. Capitalism works as a generator of “images” (i.e.  representations, mental conceptions) of a reality that is not the real  one, an adulteration of reality, which works only in favor of that fake  reality – the spectacle. The spectacle is the one responsible for the  separation of life from life’s social relations (also maintaining the  social classes system), creating an illusory world divided in  independent cells which we call specialties: philosophy, religion, art,  science, etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;The reigning economic  system is a vicious circle of isolation. Its technologies are based in  isolation, and they contribute to that same isolation.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;– Guy Debord, 1962, p.15&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;The Spectacle and Art&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;We can consider Debord’s concept  of &lt;em&gt;spectacle&lt;/em&gt; as a form of &lt;em&gt;noise&lt;/em&gt;, for it  works as an interference, a spectre that blurs the perception of reality, which alienates us  from real life, keeping us in a misconception of the real that is  mediated by images we mistake as life. This kind of &lt;em&gt;noise&lt;/em&gt; is the abstraction that fills the standard environment of the modern  metropolis, materialized in pictures, sounds and social relations. In  our everyday common lives, we are constantly raided by images and sounds  that impose themselves imperially on our own personal space, which we  quickly learn to ignore consciously, maintaining it as background,  environmental noise, while on our everyday repeating bus trip to  work/home.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;This &lt;em&gt;noise of life &lt;/em&gt;consumes people.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Art, today, is bourgeois. There  is little interest in visiting galleries or museums for they work as  cemeteries of images we can’t swallow anymore; they are an organized  exposition of more anesthetic white noise, which is just another &lt;em&gt;cell of spectacle&lt;/em&gt;. Artworks become decorative trinkets and  galleries become bourgeoisie’s “pubs” or “catwalks”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;There is a widely held view that beauty and harmony are a  lie, presenting a bourgeois vision of nature and society as  fundamentally balanced and ordered.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;– Simon Reynolds, 1990,  p.56&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Art has fallen into the numbness  of the reigning economic system by becoming one of its sectors and gave  up being the exaltation of life to become just another commodity,  merchandise.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;The spectacle is  capital accumulated to the point that it becomes images.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;– Guy  Debord, 1962, p.17&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The  ruptures and achievements of the vanguards of before are kept as mere  beautiful memories of actions taken as experiments with no outcome and  joint back to the same spectacle we’re drowning in today. Culture is now  just another image. Museums are cemeteries of &lt;em&gt;dead poets&lt;/em&gt;.  They bear history of humanity as artifacts of spectacular imagery.  Museums are institutionalized prisons of free spirits and thoughts of  yore. They retain philosophical and political “bombs” like big bags of  money. Art becomes currency.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;When nations grow old, the arts grow cold  and commerce settles on every tree.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;– William Blake, 1800&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Improvising noise&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Capitalism is a  system that has no philosophical pretensions, which is not in search of  happiness.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;– Slavoj Zizek, 2009, p.25&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;When art is being this corrupted by capital and getting  further and further away from life, the ones who intend to create ask  themselves what path to take? What to strive for? What’s the pertinence  of art? What should it be in society and how should we use it?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As stated before, art strives to  complete freedom of human expression and can’t ever be detached from its  social-political context; therefore, the role of the creator should be  reconsidered when freedom should be the goal. Art acts as a political  stance and political stances are reflected in the arts practices.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ways have to be developed in  order to resist the threats to our creative freedom from the reigning  economic system, the spectacle. Art needs to descend from its intangible  ivory tower to become a communal experience where social relations are  explored through one’s individuality instead of one’s individuality  being explored by an alien social circle.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;This is something that can be  achieved in an improvised environment. In free improvisation, what  happens is the direct creative (therefore the freer possible)  relationship between people. The distinction between the “player(s)” and  the “audience” is to be blurred for their relationship becomes  symbiotic as they both share the same environment. This doesn’t mean it  must be a pleasant experience, just, stuff happening at a specific time  and space, an environment, a situation.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Immediacy happens and should be  empowered, explored. A time-based piece is only about the moment it  develops in. There isn’t the attempt to achieve divine goals, therefore,  an improvised piece must be a reflection of the relation between people  in the time period it is constrained in, the social effect, the  exploration of the moment-site characteristics and variables.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A recorded piece means nothing  when not audible, unlike the tree that falls alone in the forest.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;The music occupies the time and space of its  production, and only that.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;– Paul  Hegarty, 2007, p.50&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Free improvisation is directly related to noise, for it  consists in one’s liberation from the pre-established formal conventions  that confine “styles”, and free improvisation is the conscious  resignation to style other than one’s self output in relation to the  surrounding environment in a specific time space.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;We may say that noise is a more specific case of free  improvisation, where “anti-virtuosity becom[es] a virtue [and there is] a  nihilist approach to improvisation” (Mattin, 2008, p.173).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Pornography is the unconsciousness of sex.  So, Noise is the unconsciousness of music.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;– Merzbow, 1997&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noise is something that is  unpleasant, something that gets in the way disturbing the point of  focus. It is something annoying.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noise music is the exploitation of that, with the  difference that it is in fact the point of focus when it is played;  therefore, the perception is changed.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noise is the absence of meaning, just violent expression.  Therefore noise music represents a reflection of reality, in the way  that it brings the &lt;em&gt;spectacle&lt;/em&gt; down to real life. It  reflects the noise that keeps life from being real, the alternate  reality that is fake. It directly interferes the spectacle of images and  presents itself as violence, disorder, nonsense, freedom. It is what  human beings are about when freed from any kind of social treaties; it  is a full release from self. It is not about consciousness, it is not  about intellect, but about direct pleasure, &lt;em&gt;jouissance&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noise, unlike music (let’s put it  this way), is not in the search for greater forms of harmony, its goal  is not divinity but humanity instead. It is a reach out to nature and  not god, understanding nature as something as reachable as humanity, for  our nature is humanity and that is the way we are inserted in nature.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;[Noise] is a  radical deconstruction of the status of artist, audience, and music.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;–   &lt;em&gt;– Csaba  Toth, 2008, p.27&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;–   &lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noise is radicalism, it is  resistance, counter-culture, hedonism. It is the subversive product of  the industrialized world of late capitalism.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;The effects of (…) culture are too much noise everywhere. I  want to make silence by my noise.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;–   &lt;em&gt;– Merzbow, 1997&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;–   &lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noise is the beheading of Perseus by Medusa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noise is Mythos as opposed to  Logos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noise is Human  and Reality.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Noise  is Freedom.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sources&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adorno, Theodore, 1969. &lt;em&gt;Aesthetic Theory. &lt;/em&gt;New York: The Continuum International  Publishing Group Inc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Blake,  William, 1800. &lt;em&gt;On the Foundation of the Royal Academy.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cage,  John, 1961. &lt;em&gt;Silence&lt;/em&gt;. Middletown: Wesleyan University  Press.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Debord, Guy, 1962. &lt;em&gt;The  Society of the Spectacle. &lt;/em&gt;London: Rebel Press.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Grosz, Elizabeth, 2008. &lt;em&gt;Chaos, Territory,  Art: Deleuze and the Framing of the Earth.&lt;/em&gt; New York: Columbia  University Press.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hegarty,  Paul, 2007. &lt;em&gt;Noise/Music: A History.&lt;/em&gt; New York: The  Continuum International Publishing Group Inc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mattin, et al. 2008. &lt;em&gt;Noise and Capitalism&lt;/em&gt;.  San Sebastián: Gipuzkoako Foru Aldundia-Arteleku&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Toth, Csaba, et al. 2008. &lt;em&gt;Noise and  Capitalism&lt;/em&gt;. San Sebastián: Gipuzkoako Foru Aldundia-Arteleku&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Merzbow, 1997. &lt;em&gt;‘The Beauty of Noise’: An  Interview with Masami Akita of Merzbow. &lt;/em&gt;In Cox, Christoph &amp;amp;  Warner, Daniel eds., 2006. &lt;em&gt;Audio Culture—Readings in Modern Music.&lt;/em&gt; New York: The Continuum International Publishing Group Inc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Reynolds,  Simon, 1990. &lt;em&gt;Blissed Out: The Raptures of Rock.&lt;/em&gt; In Cox,  Christoph &amp;amp; Warner, Daniel eds., 2006. &lt;em&gt;Audio Culture—Readings in  Modern Music.&lt;/em&gt; New York: The Continuum International Publishing  Group Inc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Žižek, Slavoj, 2009. &lt;em&gt;First as Tragedy,Then as Farse. &lt;/em&gt;London: Verso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;in RIⒶT Radio (http://riatradio.blogspot.com/)&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 30 Nov 2010 12:37:21 GMT</pubDate>
  <title>A Pedradura do Okupariado</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/31330.html</link>
  <description>&lt;p&gt;As «forças da ordem» (instrumento da tirania da propriedade e do lucro) andam às aranhas, isto é, à cata de perigosos radicais trepadores de paredes, e aos papéis (à procura de leis bafientas com que possam emoldurar, à posteriori, a suas acções repressivas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nada disto é, em termos tácticos, técnicos ou estratégicos, uma novidade. O que é mais ou menos novo é o modo desenvergonhado e desesperado com que nesta época de crise todos os activistas pró-sistema tentam praticar e justificar a defesa de um modelo económico e social em risco de derrocada: que só não cairá se a malta não quiser tomar em mãos a tarefa de o liquidar para começar a Viver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas estações de televisão, ex-presidentes circunspectos e a transpirar Sentido de Estado e Interesse Nacional, alertam para o perigo da contestação social extravasar as margens da esquerda institucional e, portanto, os limites do próprio sistema; economistas gladiam-se, articulando habilmente todas as teses que interessam - de Keynes a Friedman (passando pelos seus múltiplos derivados) - para salvar o capitalismo; presidentes de observatórios obscuros vêem praticantes de black bloc em cada esquina e conspirações anarquistas em cada flyer; bófias à paisana passeiam-se pelas manifestações (ora observando, ora pedindo flyers para «levar para casa»); manifestantes são identificados (não sem antes lhes serem subtraídas as faixas e bandeiras com que se manifestavam); bófias sindicais e bófias regulares fazem equipa para controlar radicais sem convite para entrar nas ruas das manifestações orgânicas privadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/12wfo3AzGo79JUw8AZSZ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/bce056d39/7628070_5Z9Ej.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pedra decorativa, hotel de monopólio e luva de lã sobre fundo branco,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2010.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 24 Nov 2010 16:36:45 GMT</pubDate>
  <author>Junco Julieta Túbaro de Guindaste</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/31101.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://25.media.tumblr.com/tumblr_kpthqlHKOr1qzpj8ko1_500.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;http://ubu.artmob.ca/video/Debord-Guy_In-Girum-Imus-Nocte-Et-Consumimur-Igni_1978_Part-1.mpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;In Girum Imus Nocte Et Consumimur Igni, Part 1&lt;/a&gt;, 1978&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a href=&quot;http://ubu.artmob.ca/video/Debord-Guy_In-Girum-Imus-Nocte-Et-Consumimur-Igni_1978_Part-2.mpg&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;In Girum Imus Nocte Et Consumimur Igni, Part 2&lt;/a&gt;, 1978 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 23 Nov 2010 03:24:56 GMT</pubDate>
  <title>Convocatória do PIGS (Partido Imensurável de Gandulos do Sul) para a manifestação anticapitalista - pelo bloqueio e pela sabotagem - de 24 de Novembro (Greve Geral).</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/30931.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/TU5p0GTSU6YIJLzmf2kh&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/m02051f90/7581624_o9WHb.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;420&quot; height=&quot;595&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 21 Oct 2010 14:44:06 GMT</pubDate>
  <title>Entretanto, na democrática Europa.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/30693.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Nicolas Sarkozy, uma vez mais dando mostras de ser um bófia encurralado numa fatiota de político, avisa que os milhares de «radicais» até agora feitos prisioneiros pelas autoridades francesas não foram vítimas de medidas de circunstância, mas de um método a seguir e ampliar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/tbsGAh8BlI9ipj54eGOZ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/ba2050e4e/7391533_a5nIc.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span id=&quot;result_box&quot; lang=&quot;pt&quot;&gt;&quot;Isso não é aceitável, eles &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span id=&quot;result_box&quot; lang=&quot;pt&quot;&gt;vão ser presos,&lt;br /&gt;encontrados e punidos,&lt;br /&gt;em Lyon, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span id=&quot;result_box&quot; lang=&quot;pt&quot;&gt;como em outros lugares,&lt;br /&gt;sem fraqueza»&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang=&quot;pt&quot;&gt;&lt;span&gt;Poema de Nicolas Sarkozy disponível &lt;a href=&quot;http://www.lemonde.fr/societe/article/2010/10/21/nicolas-sarkozy-juge-scandaleuses-les-violences-survenues-a-lyon_1429221_3224.html#ens_id=1305816&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, na edição online do Le Monde.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 19 Oct 2010 20:03:41 GMT</pubDate>
  <title>L`Amour fou</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/30386.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Em França, as Almas Vivas prosseguem a sua luta pela Vida e ao lado Dela, porque a Vida - e o sentimento de que a parte substancial da sua força é explorada e arrastada para os pés da Economia, e aí drenada - é uma aliada dos que combatem: a esta batalha em curso chama-se, tecnicamente, de Greve Geral. A Vida, e o ensaio geral da sua libertação - ainda que seja por horas; dias; meses - é a primeira arma, antes das armas de fogo e de todos os outros meios auxiliares, de que se deve munir um espírito revolucionário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pois bem, os números da greve e os seus gráficos não me interessam, deixo-os para os bófias e para os burocratas (não confundir com «movimento sindical», se faz favor); as suas causas e consequências também pouco, deixo-as para os arquivistas sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que me importa realmente, e devo dizer que tenho evitado ouvir notícias filtradas através dos media corporativos acerca dos acontecimentos, é divagar um pouco - e absolutamente à sua margem - acerca do que uma greve destas proporções possibilita:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma rapariga demonstra ao namorado desajeitado como se arremessar uma pedra (JUNTOS, aprendem que LUTAR, BEIJAR e FALTAR às aulas podem ser actos políticos, e conter combustível revolucionário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um grupo de operários PARTILHAM a rua - que subitamente volta a ser LUGAR de encontro e de aprendizagem e não um percurso vulgar que se faz até ao posto de trabalho, ou até onde o fluxo de mercadorias e pessoas todos os dias nos arrasta;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um multibanco arde: finalmente, o &lt;em&gt;stencil&lt;/em&gt; - um superhomem com um $ em vez do S e por baixo &quot;o Capitalismo é Lindo&quot; - que alguém fez nos caixas automáticas de Lisboa faz sentido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Economia, e os seus infatigáveis defensores, estremece e ameaça: porque no fundo sabem que contra uma COMUNIDADE VIVA não têm mais que os polícias que (por eles e para eles) carregam sobre manifestantes (ao invés de se virarem contra quem os oprime - é isto, enfim, que revela o que significa ser, e aceitar ser, bófia [quando todas as máscaras cívicas desmoronam]; e que revela, sobretudo, o que significa a «ordem democrática»); dispositivos e mecanismos de segurança ensaiados; elaborados planos de circunstância e, no limite, o Exército.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 19 Oct 2010 16:39:37 GMT</pubDate>
  <title>Vidaódromo</title>
  <author>Junco Julieta Túbaro de Guindaste</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/30196.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Nativo da tranquila e pacata planície alentejana —medida da preguiça que ergue em rebeldia a minha força de trabalho, normalmente pouca e condicionalmente com mais ou menos vontade— extraditado para a Grande Metrópole langueana, onde uma orquestra passa despercebida (agravando a concepção da &quot;metrópolis&quot; Langueana cuja cacofonia urbana não era mais que uma imponente orquestra pós-romantica) e uma estátua nem uma reles rotunda tem de poleiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A urbe ausente de pousio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A terra de asfalto que a cada dia muda de rosto, impedindo o afecto ao que é morto, ao passeio, à paragem de autocarro... Ou ao que é vivo, que passa, zumbe, zumba e desaparece num ápice ao morrer, sem que deixe de ser reposto por outro passageiro zumbido zumbador... Ou cem. Compõem uma vivaz sinfonia macabra. O caminho de todos os dias, é todos os dias diferente, mas imutável é o enfado que lhe oferece moldura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O formigueiro é insuportável quando é humano. A fadiga da tentativa da observação duma paisagem que não nos permite sequer um relance olhar fugaz sobre um fotograma de retina. Instabilidade. O ataque é constante. A manada não pára. Dizem que um homem não é uma ilha... Se não a for, então está perdido como a maré que atravessa. É possível ser uma ilha. É válido ser uma ilha. É necessário ser uma ilha. De outro modo é-se peixe num cardume pesca-nova. Empacotado, sem espinhas e ultra-congelado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É impressionante e interessante ao mesmo tempo observar (quanto mais em condições como estas—avanço tecnológico e o caralho que o foda, o Deus-Artifício humano e a massificação entendida como &quot;exaltação da vida&quot;...) que tão mais nos assemelhamos a outros animais... enclausurados. Torna-se uma Bela lufada de natureza—plastificada—a percepção da transformação do ser humano no animal que por ele próprio é reprimido do seu habitat natural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passemos pelos jardins de soho square, cavendish square, hanover square durante a tarde, e veremos que a relva verde se converte em pasto, a cerca &lt;em&gt;art nouveau&lt;/em&gt; em jaula. Estamos assim perante autênticas jaulas, para as quais o animal em causa deliberadamente se desloca para ruminar em manada a sua ração bem racionada para todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dr. humano tornou-se cativo do seu próprio artifício, que ganhou &lt;em&gt;anima&lt;/em&gt; própria e independente. O humano é prisioneiro da sua realidade criada, não que as vigas e as grades sejam irrompíveis, mas que esse aço, tal e qual o osso craniano, é já parte da mioleira—em forma de mutação bem sucedida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assiste-se à conquista da carne viva pela máquina, qual Cronenberg.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De que consiste, o que compõe a metrópole para além dessa lama morta-viva confinada à pressão, esguichando pelas fendas do betão armado? Onde há vida humana que não uma emulação de costumes socio-culturais já obsoletos reprimida pelo frio das grades da jaula?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Torna-se pretensioso sermos humanos quando a nossa vida na metrópole não passa de uma representação discreta e encoberta de um qualquer teatro, um teatro autista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Urge despertar desta dormência, deste entorpecimento decompositivo provocado pelo bombardeamento massivo e maciço da nossa própria massa!&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
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&lt;/object&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;«O atraso na passagem da decomposição às novas construções decorre do atraso que se verifica na liquidação revolucionária do capitalismo.» (1958, I.S.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;mais está para vir...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px none initial;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b7d05aa8d/7377757_V8LPE.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;directamente da grande metrópole londrina,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;Junco (RIⒶT)&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;um abraço!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 15 Oct 2010 23:00:33 GMT</pubDate>
  <title>Se não posso sonhar, não é a minha insurreição.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/29877.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Entre várias conversas que tenho mantido com companheiros e amigos (reais e imaginários) - entre os quais se contam indescritíveis seres que habitam as cavernas profundas e carnívoras dos meus sonhos - vem sempre à superfície, enquanto falamos sobre a Vida; o emprego; o desemprego; o emprego de merda; a arte; a arte de viver; a merda da arte; a arte de sobreviver nesta merda de ordem económica e social, a angustia da pergunta pelas reais probabilidades de, leia-se dentro do nosso tempo de vida, podermos Transformar a Vida. Quantas gerações de mulheres e de homens que transportaram a tocha da revolta e um mundo novo nos corações, se viram derrotadas nas diversas batalhas em que participaram ou, quando vitoriosos, arrastadas mais à frente para longe desse mundo, surpreendidas desarmadas pelo refluxo das ondas revolucionárias que de tempos a tempos abalam os alicerces do mundo velho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha parte, é com bom humor que encaro as diminutas possibilidades da ocorrência de uma insurreição geral da qual venha a sair uma transformação radical das actuais circunstâncias. Na Europa, mesmo onde o movimento de contestação às medidas de gestão da actual crise orgânica do capitalismo se mostra mais vigoroso (Grécia e França), os impasses, as contradições e as incertezas próprias de quem tem para criar, a cada avanço e cada recuo, novas estratégias de combate a um modelo civilizacional dirigido por governantes que elevam a parada a cada lance tendo fixado, para já, a sua defesa na exclamação «nem mais um passo atrás!», começou a causar baixas na vontade humana de o abater.&lt;br /&gt;Os revolucionários profissionais, atados de pés e mãos às condições objectivas e subjectivas tanto quanto ao dogmatismo das suas estratégias (trotskistas, leninistas, estalinistas ou outras quaisquer) parecem ter esquecido os ensinamentos dos seus mestres e com essa estranha amnésia a táctica e a técnica do Golpe de Estado; porque crêem que os meios tecnológicos à disposição das forças da ordem tornaram irrealista qualquer possibilidade (não suicidária) de tomar (e manter) o Poder do Estado nas suas mãos; ou porque se resignaram à conquista pontual e reformista desta ou daquela côdea ou migalha que caia das mãos dos actuais detentores do poder.&lt;br /&gt;Como é evidente, a perspectiva da simples mudança de senhorio não se encontra na minha agenda e não me agrada - porque de modo algum pode resolver todos os problemas que a superação do capitalismo coloca e persegue -, e se tal me ocorre é apenas enquanto preocupação sobre o impasse que gera a indecisão de quem disputa a cadeira do poder: não queremos outros donos mas deixar de ter donos; nem esperamos que a liberdade nos seja entregue de (segunda) mão beijada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas﻿, se é é é com o Humor que vou construindo - com os parcos meios de que disponho - a minha narrativa insurreccional, é porque ainda concebo a vida quotidiana (e as suas possibilidades que são uma lufada de ar fresco) como a janela de onde sairão todas as revoluções do futuro, por mais cerradas que se encontrem as portas para a Liberdade Toda: que para efeitos práticos é toda a liberdade que importa; e porque o Humor é a arma mais eficaz que o Homem inventou para comunicar com os seus semelhantes - e também a mais contagiante - e, portanto, a ferramenta mais afiada que tenho - consciente que estou das minhas limitações -  para me ligar aos que como eu, ou próximos de mim - pretendem possuir uma Alma Viva para desafiar o Presente Desértico que alastra.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Agora, se por acaso irromper por aqui alguma Alma Morta instigando-me a largar a droga previno-a com a seguinte advertência: «Nem penses, pois é das poucas coisas - depois do Amor e da Amizade - a que vale a pena agarrar-me de momento»:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O scanner está aquecendo...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não abra a tampa de documentos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/4qMd6wuVEPhklZPHm4iE&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b1505b668/7350147_BJ5yw.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 12 Oct 2010 10:14:01 GMT</pubDate>
  <title>Prós e Prós: Sala de Espera para o exame à próstata (a minha resposta cidadã ao desafiu colocado às «novas gerações», ontem à noite, num espectáculo televisivo absolutamente imprório para mentes jovens.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/28942.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000; color: #ffffff;&quot;&gt;Atenção,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000; color: #ffffff;&quot;&gt;Este desabafo não se pretende uma sátira sobre a «lei (biológica) da vida» nem um exercício académico de humor negro, erguido contra as debilidades físicas e mentais (com que alguns nascemos) e de que padecemos (todos) naturalmente à medida que vamos envelhecendo, particularmente no decurso da chamada «3ª Idade».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/8paOw0tay0gW3wOQ3UI5&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b190520c1/7331547_dG4if.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Nada me move em abstracto contra a idade cronológica destas efígies grisalhas, mas sim contra o seu pensamento mais esclerosado que as ruínas da Acrópole de Atenas, as quais - ao contrário do anterior - ocasionalmente ainda recuperam o seu antigo fulgor (que também o outro nunca teve), sempre que alguém as decide re-colorir de bandeiras pretas ou vermelhas, ou de ambas as cores combinadas sobre o mesmo panejamento.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É preciso notar, que o desespero nos organismos da ordem dominante é tal, que começam a atirar toda a carne para cima do assador (órgãos de «comunicação social»), até mesmo aquela que já passou de prazo: ainda assim não se levantem vapores e fumos de outros cozinhados que possam distrair «o cidadão»; «o telespectador»; «o eleitor»; «o povo», da sua missão de ruminar passivamente a doutrina e as receitas da junta de salvação do capitalismo nacional, vertidas pela boca das gárgulas das suas diversas correntes. &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O prémio &lt;em&gt;PRÓSTATA MAIS INFLAMADA DA NOITE &lt;/em&gt;vai direitinho para o Dr. Mário S. que avisou que se o OE não for aprovado pelo «Conselho da Situação» (também conhecido como bloco central) - o que fará agravar a crise e rebentar definitivamente o craquelé social -, as hordas radicais começarão a sair dos seus túmulos - &lt;a href=&quot;http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/56/Zombies_NightoftheLivingDead.jpg&quot;&gt;quais mortos-vivos de George A. Romero&lt;/a&gt; - para provocar tumultos e atacar a maioria de cidadadadadadãos responsáveis e ordeiros.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Este pesadelo de Mário Soares, a que a realidade deveria dar a consistência de um sonho realizado,  já está apontado a lápis de cera comestível no meu diário gráfico.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mais apoteótico ainda, foi o momento em que o galardoado se congratulou tolamente pelas manifestações - a que o Gen. Ramalho E. momentos antes havia apelidado de «orgânicas» (jubilo habitual que por si só deveria levar os sindicatos a desorganizarem-se de uma vez em relação ao regime vigente que, contrariados ou não, apesar de tudo alimentam e os alimenta) - consistirem num grupo de pessoas «daqui e dali» que se metem dentro de uns autocarros para ir passear pelas ruas da capital enquanto «berram».&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Oram bem, Mário, só por seres assim tão grosseiro, mereces que deixe de lado todas as minhas duvidas em relação à acção concreta dos «sindicatos orgânicos» (perdoem-me o ramalheanismo) e ao seu modelo organizativo para te dizer o seguinte: «Quem berra são os carneiros como tu, oh minha velha e decrépita besta!»&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em todo o caso o sarau salvou-se pela suposta e inorgânica «ameaça de bomba»; e pelo «apagão orgânico», que interrompeu por largos minutos o programa e o seu guião: não sei se ambos os incidentes estiveram relacionados (?).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Saudações ao «bombista», que quis enfrentar a barragem tecnológica mediática, e os tubarões que a povoam, com uma modesta chamada telefónica,  e ao «apagão», que tem o mérito inestimável de ter ajudado muitos jovens a ir mais cedo para a cama (dormir, foder ou outra coisa qualquer bem mais instrutiva), antes de lhes ser administrada mais uma dose de doutrina conformista:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;- Demito-me,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;com um dedo médio em riste.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Anexos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/7K46m3fZPucDZ54pOFM9&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/bc4059e11/7331619_TVpBU.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 08 Oct 2010 10:13:37 GMT</pubDate>
  <title>Sem Título</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/28814.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span lang=&quot;EN&quot;&gt;
&lt;p&gt;Um dia destes, numa das minhas cada vez mais raras incursões na qualidade de telespectador, ouvi e vi naquele programa de debate da RTP (Prós e Contras) uma amena cavaqueira entre políticos e agentes económicos e sociais vários, que apresentavam as suas opiniões e teorias sobre como resolver os problemas económicos do país.&lt;/p&gt;
&lt;/span&gt;
&lt;p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A coisa corria dentro da normalidade habitual, sem sobressaltos, até que, quando se proporcionou durante a conversa dizer algo acerca dos trabalhadores e da sua condição… a coisa se manteve exactamente no mesmo tom.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um barão do PSD começa a discorrer uma ladainha insuportável acerca do «bom trabalhador»; do «esforçado trabalhador português»; «da prioridade que devia ser dado ao (bom) trabalhador português» seguindo, sem tirar nem pôr, a mesma lógica que momentos antes havia utilizado para defender a produção hortícola nacional: devemos, portanto, optar por explorar o zeloso trabalhador português, no mercado de trabalho, como quem escolhe a batata nacional, no hipermercado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não me espantou ouvir esta diatribe ideológica da boca de um velho senador da república - experiente empresário e mestre da retórica -, mas sim que o sindicalista e os «homens de esquerda» presentes em estúdio a tivessem escutado (engolido?) sem retorquir um ponto e vírgula, um parêntesis, uma subtil nuance, um «mas». Nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;p&gt;Todos de acordo acerca da parábola do «bom trabalhador português».&lt;/p&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora: - merda para isto!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Como não me ocorreu nada original para contrapor a esta inquietante unanimidade nacionalista, decidi então fazer aqui uma colagem internacionalista com dois clássicos italianos: um excerto de Gianfranco Sanguinetti, presente em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000;&quot;&gt;Do Terrorismo e do Estado&lt;/span&gt;, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e um fragmento&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;de&lt;strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000;&quot;&gt;&lt;em&gt;La classe operaia va in paradiso&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;filme de Elio Petri.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Bon Appetit&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;DEDICATÓRIA AOS MAUS OPERÁRIOS DE ITÁLIA E DE TODOS OS PAÍSES&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;«É a vós, maus operários, que endereço este panfleto que, se não esgota as obrigações que tenho para convosco, é no entanto a dádiva maior que nestes tempos vos poderia fazer, pois procurei aqui expressar por palavras essa mesma insubordinação total, estrondosa e salutar que vós exprimis ainda melhor e sempre mais radicalmente através das vossas acções e das vossas lutas contra o trabalho. E se, por ora, nem vós, nem quaisquer outros, podeis esperar mais de mim, sem todavia vos contentardes com menos, não vos deveis vós queixar de não vos haver eu dado mais do que isto. Podereis talvez criticar-me por não ter sabido descrever aqui toda a miséria contra a qual vos revoltais hoje, e que é bem grande, ou por não ter sabido relatar toda a riqueza da vossa revolta, que não é pequena; mas, nesse caso, não sei qual de nós terá menos obrigações para com o outro: se eu para convosco, pois encorajastes-me a escrever o que nunca escreveria por mim mesmo, ou se vós para comigo, pois em o escrevendo, eu não vos teria satisfeito.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Tomai pois então este &lt;em&gt;Remédio para Tudo&lt;/em&gt; como tudo o que se recebe de um amigo, sempre considerando mais a intenção de quem dá do que a qualidade daquilo que se recebe. E a minha intenção é,  tal como a vossa, a de ser nocivo, a de desmascarar os que são pagos para vos enganar e a de privar de toda a reputação aqueles que ainda gozam de alguma. Mas se ataco aqui frontalmente homens hoje conhecidos que depressa serão sepultados pelo olvido ou pelas próprias consequências dos seus abusos, importa-me menos desagradar-lhes do que atingir por intermédio deles todas as instituições desta sociedade, instituições que eles tão bem representam e tão mal defendem, sempre na esperança de, por sua vez por elas virem a ser defendidos. O meu único desejo é o de que uma tal leitura seja capaz de incitar os que ainda trabalham sem protestar, os bons operários, a serem menos bons, e aqueles que, como vós, já se revoltam, os maus operários portanto, a tornarem-se ainda piores.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Escrever estas coisas contra o mundo é mais fácil do que lê-las, e lê-las é mais fácil do que fazê-las; e quanto a mim, o que escrevo preferiria lê-lo, e o que leio preferia vê-lo e fazê-lo. Apesar de tudo isso, considerar-me-ia como pouco prático se hoje não usasse, para certos fins, a pena um pouco melhor do que tantos outros dizem utilizar as armas, e de maneira, quero crer, menos ineficaz, pois serão as penas que farão trabalhar as armas, e não as armas as penas, como desejariam os propritários desta sociedade e os ingénuos fanáticos da luta armada, que também quanto a isto estão mais de acordo do que julgam.  &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;   Se vós, os maus operários, considerardes que estes Discursos não são muito inferiores à ambiciosa intenção que vos anima, e que também me anima, não deixarei de na próxima vez fazer pior, incitado por este desejo natural, que foi sempre o meu, de cometer sem qualquer respeito tudo o que possa atingir os donos do nosso mundo, do nosso tempo, da nossa vida. Se para além disso encontrardes nestas páginas uma única razão suplementar para desencadear novos e mais violentos ataques contra todos os que vos oprimem e vos exploram, os burocratas e os burgueses, e para desmistificar com violência que pretendem ainda falar em vosso nome e em vosso lugar, &lt;em&gt;Remédio para Tudo&lt;/em&gt; terá satisfeito todos os meus desejos, e eu não saberia desejar-lhe nada melhor.»&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 06 Oct 2010 16:47:50 GMT</pubDate>
  <title>Muitos especialistas da economia política e todos os dos derivados da sociologia, consideram que a actual situação está a transformar a «sociedade europeia» numa verdadeira panela de pressão: eu não concordo. Panela de pressão sempre esta merda </title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/28666.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333; font-size: large;&quot;&gt;foi (para a maioria, não para a minoria exploradora, evidentemente). Penso que isto agora tem mais ares de frigideira; na qual, em breve, estaremos fritos e conformados com a fritura, se nada fizermos para derramar o óleo a ferver nas fortalezas de quem o fabricou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/bm4068yWZUWuZmTcjQD4&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/bdb050377/7291331_UzooC.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Las Barricadas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;carapaus, farinha e &lt;em&gt;action figure (semeador de favas)&lt;/em&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; sobre prato de porcelana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;sup&gt;1 &lt;/sup&gt;agradecimentos especiais ao camarada Pinano pela execução da action figure.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;P.S: Os carapaus ficaram óptimos e marcharam com um arroz de tomate &lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;img src=&quot;http://blogs.sapo.pt/tinymce/0.2/plugins/sapoemotions/img/EMOTICON_STAR.png&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 29 Sep 2010 22:34:40 GMT</pubDate>
  <title>(Res)caldo-verde da visita papal.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/28409.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffcc00;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/bat4NrDnjDbu0FE5vlNS&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/s35053fd0/7237183_ymfih.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;uem não se deixou espantar com a escala da campanha securitária montada em nome da saúde do octogenário alemão, Joseph Ratzinger, que solte o primeiro «dahhhhh», porque eu fiquei com um estupor tal que demorei seis meses a remoer o que de facto terá passado pela cabeça dos organizadores do espectáculo e a decidir-me a publicar alguns parágrafos sobre o assunto; d&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffcc00;&quot;&gt;eixando, claro, as indigestas questões religiosas para os teólogos, para os fãs do papa e para os ateus militantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;Parece-me evidente que o esquema de segurança montado para defender o Chefe de Estado do Vaticano durante a sua visita, visou a prevenção de incidentes totalmente distintos dos que uma operação desta natureza preveria: não nos esqueçamos que um atentado à vida do papa, ou uma simples tentativa de lhe &lt;strong&gt;&lt;em&gt;ir ao vulto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, seria logicamente levada a cabo seguindo o método clássico do regicídio: um indivíduo (dois ou três no máximo) rompe o cordão de segurança e faz o que tem a fazer, se o deixarem fazer. A própria tradição dos atentados papicídas, de J.P II, baleado em 1981, à tentativa da judoca que quis derrotar Bento XVI por &lt;em&gt;ippon&lt;/em&gt; no Natal de 2009, confirma que o plano das forças de segurança portuguesas tinha intenções veladas: pôr no terreno uma típica operação «anti-terrorista» de larga escala, que a situação - mesmo tendo em conta a possibilidade de um atirador furtivo alvejando o papa a partir de um prédio em qualquer ponto do desfile até à Praça do Comércio - não justificaria; até porque o vidro (à prova de bala) do papamobile tornou obsoleta a intervenção providencial da Nossa Senhora de Fátima.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;Assim sendo, tudo parece concorrer para que a visita do papa tenha sido instrumental; um pretexto para demonstrar (e experimentar) a força táctica e estratégica dos meios materiais e humanos para evitar chatices à disposição do Estado Português. Quem reina, e quem governa quem reina, não dorme em serviço, nem olha a meios para deixar cama feita quando se trata se ir deitar com o trabalho de casa feito e a lição estudada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;No horizonte dos estrategas da «operação papa» de Maio, esteve sempre presente a mobilização social anti-militarista/capitalista que a Cimeira da Nato desencadeará em Novembro: quando as ruas de Lisboa se encherão de manifestantes e desordeiros; caso o perímetro de segurança da Cimeira não seja alargado até à fronteira da República Portuguesa com o Reino de Espanha... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;Que problemas de ordem prática colocam - do ponto de vista dos movimentos sociais e das suas estratégias de acção - a operação que foi erguida (quando a &lt;em&gt;tourneé&lt;/em&gt; europeia de Bento XVI passou por Portugal) e as hipotéticas conclusões dos responsáveis por ela; e o que podemos extrair daí?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;As recentes declarações do  presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) - que admitiu ter a PSP reclamado mais meios logo aquando da visita papal -, vertidas a propósito da polémica com a Associação dos Profissionais da Guarda e em defesa  da compra dos veículos blindados anti-motim para reforçar a operação de segurança da Cimeira, parecem comprovar a tese de que a «operação papa» se tratou de um ensaio geral, através do qual foram detectadas as lacunas de equipamento que vêm agora com escândalo, mas não surpreendentemente, ser colmatadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;Na sua desadequação metodológica premeditada, os arquitectos do plano deixam transparecer vários dados relevantes: 1º Que o Estado Português parece ter muito que provar aos seus aliados no que diz respeito à sua capacidade para engendrar e aplicar um plano de segurança de larga escala, principalmente se o plano requisitar a articulação de diversas forças policiais e militares, e que os responsáveis estão totalmente disponíveis para gastar à tripa-forra para demonstrar os seus talentos repressivos. 2º Que as forças policiais não se sentem confiantes nem seguras quanto aos meios que têm para desempenhar a sua missão de «manutenção da ordem pública»: curioso eufemismo para guarda de falcão de guerra. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;3º Que a paranóia securitária tem  limites cada vez menos definíveis e que começa a ser difícil encontrar adjectivos para descrevê-la com acuidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;O dirigente da ASPP radicaliza: &quot;Todo o equipamento de manutensão de ordem pública e pessoal é bem vindo, porque a PSP necessita estar sempre actualizada e de transmitir à população uma mensagem de capacidade e profissionalismo&quot;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;Ao que parece, um arsenal que por absurdo transformasse a PSP na força policial mais e melhor equipada da Europa - isto independentemente da escala do país e dos seus níveis e tipo de criminalidade - não seria suficiente para descansar o espírito dos homens e mulheres que têm «de transmitir à população bláblábláblá»: tudo isto para que Portugal se torne um sítio seguro para as passeatas dos papas e acolhedor para as tertúlias das altas figuras da Ordem global...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;O Capitalismo sente-se acossado pela crise que tem para gerir e o seus braços estatais e militares estão a ficar nervosos com a dimensão da tarefa que têm em mãos: estes são os momentos mais perigosos para quem luta contra eles, mas não menos perigosos para o Capitalismo, ao qual neste momento caem irremediavelmente todas as máscaras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;Pelas notícias que nos chegam hoje de toda a Europa, as portas de entrada das prisões parecem estar escancaradas para todos os manifestantes mais afoitos; e o bastão autoritário está em riste (mesmo no caso das manifestações mais folclóricas e institucionalizadas).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;Quanto aos confrontos que inevitavelmente ocorrerão em Novembro, só nos resta esperar que as deficiências das forças da ordem portuguesas e a sua visível desorientação sejam força para o movimento anti-militarista que se propõe  transformar a Cimeira da Nato num campo de combate social. A Cimeira dos Falcões vencerá provavelmente pela desproporção e despropósito dos meios utilizados, mas não ganhará todas as batalhas: além de que o que realmente importa é/são a(s) guerra(s), isto é, acabar com elas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;Endureçam os vossos corpos e amoleçam os vossos corações: ponham-se em forma para Novembro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #99cc00;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/2U0OglHDCuJjGupLIrNj&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/sb205236c/7247757_rz5iZ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;103&quot; height=&quot;87&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;Sim,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/Bj82gmvfD4YGmV54lV9f&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/s41051cec/7247770_AhMkp.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;127&quot; height=&quot;86&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;para o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/KvdEnaNKuqejalpD5sdC&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/s12050161/7247781_QA6m3.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;71&quot; height=&quot;88&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 24 Sep 2010 07:34:13 GMT</pubDate>
  <title>Pensamento Desejante: Futurologia Revolucionária.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/27970.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/JnFi5D0WPiJIWTHSKeRB&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/mb2059666/7209980_Za2pT.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Esferográfica, Caneta de feltro, lápis de cor e grafite s/papel&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;21cmX29,7cm&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;2010&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A consulta do Tarot de Marselha por um tarólogo especializado não augurará que a caricatura que rabisquei e colori tenha grande futuro concreto no que diz respeito ao destino próximo da França e dos países da U.E em geral - independentemente dos resultados das eleições que se vierem a disputar, mais a mais com os aflitivos sinais que o espectáculo eleitoral tem revelado um pouco por todo o continente: a subida generalizada da extrema-direita e da representatividade das pulsões xenófobas e racistas. Mas este facto serve também para comprovar que estes simulacros de democracia são cada vez mais actos de auto-paródia, nos quais a democracia representiva se esgota e consome nas suas formalidades. Além disso, um número considerável de cidadãos parece encarar cada vez mais o voto como uma forma de castigar os políticos do «arco governativo», mais do que como um modo obsoleto de fazer valer as suas ideias políticas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Isto não quer dizer que esta forma distorcida de humor e de descontentamento popular deva ser subvalorizada, mas que as forças sociais antagonistas da actual ordem - principalmente os partidos da esquerda institucional (se é que resta alguma esperança para esta, ou capital transformador no seu modelo organizativo) devem repensar seriamente o seu papel dentro desta sociedade e avaliar o seu lugar e o seu percurso dentro deste terreno cada vez mais minado do capital-parlamentarismo vigente; no qual toda a gente parece cavalgar com à vontade e mestria à excepção dos movimentos e forças revolucionárias - que parecem temporariamente ter perdido, passe a metáfora belicista, «noção do seu posto no campo de batalha». Não será tempo de regressar à terra?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Evidentemente que esta caricatura não se refere exclusivamente às medidas securitárias e políticas de imigração europeias, personificadas circunstancial e mediaticamente no presidente françês, mas a todos os seus congéneres que em diferentes graus vão cedendo à tendência do poder piramidal e elitista para a barbárie e para o terrorismo, e para descarregar as tensões das crises económico-financeiras nas costas dos mais desfavorecidos (imigrantes; trabalhadores [precários ou não]; minorias étnicas, etc).&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A crueldade de que me poderão acusar - admitindo eu desde já não ter estudado a árvore genealógica do personagem - de cravar uma suástica nazi na camisola do boneco Sarkozy - que será descendente de uma família judaica martirizada pelo nazismo - esbarra portanto na referida questão simbólica: dirigentes que revelam as suas verdadeiras cores mal a situação política e económica se inverte e lhes caem (ou são arrancados) os belos fatos da «tolerância» e do «multi-culturalismo». No que diz respeito a Sarkozy, bem... é figura com bastantes provas dadas no que diz respeito à gestão dos conflitos sociais: as suas leituras (desses conflitos) e as consequentes práticas repressivas, quando foi ministro do Interior, falam por si.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O vírus do autoritarismo e do fascismo desenvolve-se pois onde quer que lhes seja dado espaço para germinar, sem dar conta dos genes do hospedeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Haverá alternativa à revolução? Com certeza que sim: tudo ficar na mesma.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Claro que tudo isto é uma simples caricatura.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 21 Sep 2010 12:57:50 GMT</pubDate>
  <title>Pirete à escala humana (contra os lucros astronómicos da GALP). </title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/27893.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/DLPtPWL3p66Rjm7iNaZA&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/be60581a1/7196401_OjyuY.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É apanágio das grandes corporações (seja qual for o tráfico a que se dedicam) erigirem sobre as cidades enormes falos de aço, betão e vidro: com os quais simbolizam o seu poder hegemónico erguido sobre a totalidade do corpo social (maneira suavemente sociológica de dizer que nos fodem 24 horas por dia sete dias por semana).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O espaço roubado para a construção destes monumentos é directamente proporcional à rentabilidade do negócio; não são por isso espantosos  os milhares e milhares de quilómetros que nos são usurpados para que as diversas empresas multinacionais possam medir e ostentar o tamanho das suas pilas: aquilo a que se convencionou chamar de «propriedade privada».&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só neste bloco de catedrais do capitalismo (Torres de Lisboa) que a objectiva da máquina fotográfica me permitiu captar existem, para além das duas estruturas da GALP, uma ode arquitectónica do BPI (Banco Português de Investimento) à economia de mercado e à sua mercadoria de troca (dinheiro), e uma outra dispensada ao mercado (privado) da saúde, o British Hospital.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora bem, este circo está montado em cima de terrenos de uma zona em que sobram vestígios de uma certa realidade social em tempos maioritária - hortas urbanas particulares nas quais ainda alguma gente atrevida cultiva parte da sua subsistência alimentar. Portanto, enquanto ali estive sentado à espera do autocarro, permiti-me sonhar com a implosão daqueles não-lugares e com o consequente aproveitamento do espaço para a construção de uma grande horta comunitária, da qual o sucesso dependeria exclusivamente da transmissão do conhecimento técnico e prático dos agricultores amadores da zona (capazes de produzir vistosas couves, abóboras, nespereiras e laranjeiras, entre outras), à comunidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/YNOZNAZR51GQJqAAseKW&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/bf505dc7b/7196686_DVQrf.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Como podem ver, este bicho, tem dois olhinhos &lt;span style=&quot;color: #ff6600;&quot;&gt;cor de laranja&lt;/span&gt; muito fofinhos e bonitos - sinal de boa nutrição - com os quais vela pela sua segurança.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 21 Sep 2010 01:10:19 GMT</pubDate>
  <title>coming soon, in a near future, in a metropolis near you...</title>
  <author>Junco Julieta Túbaro de Guindaste</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/27592.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/sTevkMeoFBpu2GAzHF9T&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/m2f05f6ee/7195107_fZFsr.gif&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Squatting Rebels of International &lt;strong&gt;Ⓐ&lt;/strong&gt;rt Terror foundation&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 17 Sep 2010 12:35:23 GMT</pubDate>
  <title>Ponto (e vírgula) de situação: com uma dedicatória (e um brinde) especial aos companheiros Nata de Tsicac, Pinano e Junco Julieta.</title>
  <author>Semeador de Favas</author>
  <link>http://artterrorfoundation.blogs.sapo.pt/27365.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Quando há pouco mais de três anos atrás iniciámos este projecto, então com bem mais companheiros - e colaboradores - a bordo, do que os actuais quatro irredutíveis alentejanos que restam - não tinhamos um percurso (individual ou colectivamente) delineado, daí (talvez) que os que já não nos acompanham nesta misteriosa aventura tenham seguido o seu próprio caminho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta nossa redução a um núcleo fluído, porém compacto, de companheiros, teve contudo a virtude de aproximar quatro pessoas que, apesar das diferentes maneiras de estar, ser, e pensar, mantêm uma amizade forte o suficiente para resistir ao desgaste (quase sempre bastante saudável) resultante do embate das perspectivas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da minha parte, ou seja, do meu contributo pessoal para este projecto (que se tornou, enfim, bem mais que um simples projecto...), reconheço a progressiva radicalização dos seus pressupostos (inicialmente vagos), através da fusão das minhas reflexões e experiências sobre arte com o meu pensamento sobre a política; a sociedade; enfim, o que lhe quiserem chamar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, se a certeza fundadora que nada mais quero aprender sobre Arte - que não o que me diz que quero apenas saber da Arte o que ela tem a dizer sobre a vida - e sobre o que falta inventar para a vida ser realmente Vida -, cresceu a par da minha não menos crescente ligação à ideia anarquista; à comunista; enfim, à Cultura Libertária, também esta (radicalização) não se tornou em si mesma suficiente para alcançar aquilo que julgo ser o objecto definitivo do meu desejo (partilhado por muitos, mas não ainda os suficientes): do qual ainda só reconheço formas difusas; esboços; centelhas por atiçar. É preciso - para além da tarefa indispensável de destruir a ilusão de que a Arte é um reduto-oásis de liberdade, com a qual tantas vezes se desiste de enfrentar o desafio da Vida - ultrapassar o vírus que por vezes ataca a mente dos libertários mais consistentes e conscientes da sua posição ultra-minoritária (mas indispensável) no conjunto dos movimentos sociais existentes, a saber: o de se julgarem, ou comportarem, como «especialistas da Liberdade», caindo com essa atitude na esparrela da ideologia: em que caem invariavelmente todos os que se julgam iniciados em algo que não eles próprios enquanto indivíduos isolados por uma sociedade atomizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resolver esta equação é, antes de mais, assumirmos que somos artistas e anarquistas, sem esquecermos as distorções ideológicas e as contradições próprias da nossa condição precária; minimizando assim o facto de tal projecto (de fusão total desses dois factores) estar ainda fragilmente assegurado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aos companheiros - Nata, Pinano, Junco - tenho a declarar o meu amor incondicional e por ventura louco, com o qual espero manter-vos a meu lado enquanto procuro e vocês procuram (o que quer que andem à procura) - na Art Terror Foundation e fora dela. Sim, porque há muitos foras a conquistar onde poderemos diluir esta mistura explosiva que produzimos cá dentro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ff0000; color: #ffffff;&quot;&gt;Notas Sentimentais para os Companheiros Radicais:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;À Nata&lt;/strong&gt;: Por onde quer que te percas e encontres - porque suspeito que te encontrarás e perderás em locais bem diferentes dos meus - afirmo que nunca será suficientemente longe para que te vede a porta dos meus sonhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ao Pinano&lt;/strong&gt;: Que as bruscas passagens, solavancos e acelerações e desacelerações da vida não te arranquem do espírito a habilidade para semear o que quer que te alimente, e o engenho para fabricar as armas para destruir o que quer que te atormente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ao Junco&lt;/strong&gt;: Que entre o fluxo-refluxo das marés venha um dia, uma onda gigante contigo à crista e as mãos cheias de tesouros roubados na tua viagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A todos os que nos acompanham (de perto ou à distância de segurança)&lt;/strong&gt;: Somos um segredo bem guardado mas temos a porta aberta: quer para os que estão saírem, quer para os que não estão entrarem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/NvrwD7S7F6lQ4HNqvyQ1&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/mb005b2bf/7170057_uVzEI.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Nem guerra entre os povos, nem paz social (enquanto reinar esta ordem): Continuemos!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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