Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

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Artodox Church of ARTE
O alicerce espiritual Arterrorista


A Doutrina Arteísta


Prefácio

Somos humanos e sabemo-lo! Somos escravos da nossa condição, e esta mesma condição conduz-nos ao pecado material! Somos seres conscientes disso!

A nossa condição é o trabalho! O trabalho implica matéria, e esta está inevitavelmente acorrentada a uma solução suja e homogénea de espiritualidade iconográfica, fútil e capitalista que é imperativo eliminar para a purificação da arte e do ser crente e a sua libertação espiritual sem limites físicos ou matéricos.

 

Exposição do paradoxo humano-ARTE

O objecto é a lama da razão e a sua exposição limitadora, o quadrado em giz demarcado no chão alcatroado que impede a psiché de transpor a mente e o físico.

O objecto arte é idêntico, no entanto mais grave. É a limitação psicológica mesquinha e traidora, que, finge apresentar-se como uma janela aberta a uma viagem do espírito e da mente, acabando por se dissipar nas profundezas do aparelho visual humano, terminando aprisionado no centro de prazer cerebral e cortando relações com o hipotálamo. A matéria nunca fez bem a ninguém. Continuamos humanos. Continuamos pecadores!

 

Ninguém penetra num quadro! Não há viagem, só uma dor de cabeça.

 

Desta maneira é o ser humano o incapacitado e pecador, mas lutador, trabalhador e utilizador das dádivas/armas de ARTE.

Desta maneira é ARTE o ser a alcançar, o último algarismo de p, a perfeição espiritual, o antimatéria, o Não Criador mas o Todo Criação, o organizador da vida inorgânica através da organicidade superior, regente, invisível!

 

Arte, sacrifício e purificação

A arte é um processo criativo executado com as armas que ARTE nos forneceu a nós, humanos. Isto, a um ser nascido da carne do pecado pressupõe e obriga a uma submissão, subordinação e entrega de alma ao Não Criador (ao Criação Espírito) imediata e inata.

A nobreza de cada arte é-lhe reconhecida através da sua condição material, daí, ser necessária a desumanização/sacrifício/purificação da matéria constituinte do Espírito Arte através da sua eliminação material, e posteriormente, a sua ascensão à transcendência espiritual que persiste e se preserva ao eterno.

O processo correcto e de sucesso do artista crente é, progressivamente, o processo de criação (menos material possível) ainda que material ([o menos nobre possível] o pecado incontornável), a mortificação (a primeira auto-punição carnal matérica do artista pela criação da obra objectiva que se estende até à ascensão metafísica da sua arte) , o arto-flagelo (a eliminação do objecto, a ascensão purificadora do espírito arte), o auto-flagelo (a segunda auto-punição do artista por ser escravo do trabalho, mesmo no processo sagrado de transição de estado da obra) e, por fim, a exposição estética espiritual e pública do Espírito Arte.

Através deste processo, o artista transita de estado, sendo-lhe divinamente concedido o título/estado de arteísta, como crente e exercitador da religião Arteísta.

 

Condição humana, pecado e salvação

Pretendemos ao venerar ARTE, levitar-nos à proximidade do seu nível. Isto é: Pretendemos desvalorizar maximamente o trabalho como fonte do objecto material. Marramos nas paredes enquanto pecamos involuntariamente. O alcance do estado metafísico, metamatérico é adquirido pela renúncia à vida em pecado, pela renúncia à própria matéria humana e encefálica que nos foi atribuída pelo Trabalho, o veneno da nossa alma, a couraça da nossa aura, que é imperativo superar, no mínimo, meditativamente.

A nossa condição humana é a de filhos de Trabalho (matéria) e de ARTE (espírito). Os filhos mortais híbridos do bem e do mal, do céu e da terra, do mar e do magma. Somos os representantes da dicotomia etérea, somos os seu produto. Aspiramos a ascendência celeste!

 

 

Este documento foi examinado, censurado e aprovado pelo Grão Mestre e Gran-Patriarca Ecuménico de Artodox Church of ARTE international™.

engatilhado por Junco Julieta Túbaro de Guindaste às 23:08
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De Anónimo a 5 de Novembro de 2009 às 03:00
Realmente, isto é o orgão geni(t)al ofici(n)al. Parabéns, Oh criatura!

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